sábado, novembro 28, 2020

Falta de remédio para transtornos mentais na rede pública de saúde afeta pacientes em Campinas


Olanzapina é um antipsicótico utilizado para o tratamento de esquizofrenia. Pais de jovens que dependem do medicamento temem piora dos filhos. Falta de remédio para esquizofrenia em farmácias de alto custo afeta pacientes em Campinas
Pacientes que dependem do Olanzapina, remédio utilizado no tratamento de esquizofrenia e outros transtornos mentais, denunciam que o antipsicótico está em falta nas farmácias de alto custo de Campinas (SP).
O técnico em manutenção Benedito Galdino, pai de um jovem de 18 anos que realiza um tratamento com o medicamento há mais de 15 anos, conta que o valor do Olanzapina fora da rede pública de saúde gira em torno de R$ 700.
“Só tem [remédio] até amanhã, terça-feira. Amanhã acaba. [Sem o medicamento] ele fica desinquieto, ele grita, ele chora, ele já não anda e aí já viu. Gritando sem parar, não tem como. É só esse [remédio] que faz ele acalmar”, relata o pai.
Medicamento custa cerca de R$ 700, diz Benedito Galdino
Reprodução/EPTV
Angústia
Roberto e Rita de Cássia Chieremonto têm dois filhos, ambos diagnosticados com esquizofrenia e tratados com o mesmo medicamento. Após receberem uma mensagem via aplicativo da farmácia informando a ausência do remédio, os pais ficaram aflitos.
“Não sei, eu teria que comprar. São sete caixas de 30 [comprimidos], fica mais de mil reais. Se eu usar esse dinheiro por mês eu não tenho o que comprar pra comer”, diz Roberto.
O psiquiatra Eduardo Teixeira explica que as consequências da falta do medicamento podem ser graves, podendo causar o reaparecimento de crises agudas de transtornos mentais. Apesar de existirem possibilidades de substituição, muitos pacientes se adaptam somente à Olanzapina.
“Então, se parar o remédio e tentar ir pra outro, às vezes vira uma confusão. […] O risco é o paciente entrar em crise, ter que ser internado, às vezes demora um tempo até a medicação controlar totalmente os sintomas e fazer ele voltar como ele estava antes”, explica o médico.
Filhos de Roberto e Rita de Cássia Chieremonto precisam do medicamento diariamente
Reprodução/EPTV
Previsão de fornecimento
Procurada pela reportagem, a secretaria estadual de Saúde informou, em nota, que o envio do medicamento às farmácias de alto custo é responsabilidade do governo federal. Além disso, a pasta ressaltou que o envio pelo Ministério da Saúde tem sido irregular.
Já o Ministério da Saúde garantiu que a entrega da Olanzapina de cinco e 10 miligramas está prevista para os próximos dias, e que um trabalho de logística está sendo realizado para que todas as secretarias estaduais de Saúde recebam os lotes.
Olanzapina deve voltar às prateleiras nos próximos dias, diz Ministério da Saúde
Reprodução/EPTV
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