terça-feira, dezembro 1, 2020

PF mira fraudes no Postalis a partir do lobista Milton Lyra

A Polícia Federal deflagrou na semana passada — e só divulgou nesta segunda — a Operação Combustão para cumprir 30 mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa responsável por fraudes milionárias contra o fundo de pensão dos servidores dos Correios, Postalis.

Os alvos dos mandados estão nas cidades de São Paulo, Brasília, Recife e Maceió. Os policiais estiveram em endereços ligados a Milton Lyra Filho e a empresas utilizadas pelo investigado para lavagem de dinheiro e ocultação de provas — entre elas a Fênix Consultoria e a Meu Storage Locação de Imóveis.

Milton já era alvo de outras investigações da Força-Tarefa Postalis do MPF. É apontado como líder de organização criminosa citada em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, tráfico de influência e lavagem de capitais. Somente nesse caso, estima-se que o bando recebeu mais de 87 milhões de reais num esquema no Postalis.  

As investigações revelaram que Milton Lyra construiu, ao longo dos anos, ampla rede de vínculos, diretos e indiretos, com pessoas jurídicas, funcionários, sócios e outros parceiros, a fim de obter vantagens por meio de crimes como aqueles contra o Sistema Financeiro Nacional e tráfico de influência. Os procuradores apontam que a organização criminosa atua influenciando em decisões de agentes públicos. 

O MPF chegou a pedir a prisão de Lyra, mas a Justiça indeferiu o requerimento.

ATUALIZAÇÃO, 18H39 — Lyra mandou o seguinte posicionamento ao Radar: “Desde 2013 tenho sido vítima de uma implacável perseguição por parte do Ministério Público Federal, que sem ter o que apontar de concreto contra mim, repete os mesmos argumentos, apresenta os mesmos fatos e tenta, com isso, levar o Judiciário e a opinião pública a comprar uma narrativa completamente fantasiosa. Esta operação deflagrada na quinta-feira (15/10) é mais um exemplo disso. Já fui vítima de diversos pedidos de busca e apreensão, condução coercitiva, detenção, e, até agora, só o que o MPF apresenta são teses sem lastro na realidade, acusações sem provas e com ações meramente midiáticas. Tenho estado desde sempre à disposição da Justiça e do Ministério Público Federal, inclusive com diversas petições de minha autoria colocando-me à disposição. A despeito disso, nunca fui chamado a prestar esclarecimentos. Alguns integrantes do Ministério Público Federal perderam a compostura e não fazem questão de esconder. Não é por acaso que sonegam à sociedade qualquer estatística sobre seu trabalho. Esses procuradores não buscam a condenação de quem comete crimes. Buscam notícias. No meu caso pessoal, os fatos falam por si. A nova investida contra mim só serve para camuflar as inúmeras ilegalidades com que o MPF conduz essas investigações”.

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