quarta-feira, novembro 25, 2020

Vídeo mostra momento em que 'mochileiro' reanima ave atropelada


Rodrigo Caetano, morador de Ribeirão Preto, caminhava a pé pela cidade de Santa Ernestina (SP) quando encontrou o animal; reação emociona. Veja momento em que ‘mochileiro’ do interior paulista resgata ave encontrada no trajeto
Resuma a viagem da sua vida em uma única imagem. Difícil achar um registro que expresse todos os sentimentos envolvidos? Essa também poderia ser uma árdua missão para o assistente de departamento pessoal de Ribeirão Preto (SP), Rodrigo Caetano, que se aventura em um “mochilão” a pé pelo interior paulista. Mas há duas semanas, ele conseguiu filmar o momento em que socorre uma ave que viu ser atropelada durante em uma de suas andanças. As reações do aventureiro emocionam diante do resgate.
As imagens foram feitas na cidade Santa Ernestina no sábado dia 10/10. O caminhante partia sentido Taquaritinga, também no interior paulista, e já havia percorrido mais de 35 km. “Eu estava fotografando, quando vi que uma moto passou em uma ponte e um passarinho cruzou na frente. Ele tentou continuar o voo e não conseguiu, caiu e ficou no meio da pista”, relata.
Após o resgate da maria-cavaleira que havia sido atropelada, emoção do aventureiro foi evidente
Rodrigo Caetano/VCnoTG
Assustado e sensibilizado, Rodrigo se aproximou da ave, conhecida como maria-cavaleira, e a levou para um local mais seguro, ao lado da pista. Com a câmera na mão, começou a registrar essa angústia que atravessou seu caminho. “Foi um gesto instantâneo: comecei a massagear e no início o pássaro respondeu, mas depois começou a fechar o olho. Aí fiz a massagem mais para cima do corpo dele e torci para que conseguisse algum resultado”, relembra o assistente de departamento pessoal.
Sem experiência no manuseio de aves e sem nunca ter feito um resgate como esse, Rodrigo conta que sua ação foi fruto da emoção. Sensibilidade que surtiu efeito e, em menos de um minuto, a ave reagiu com um voo rápido. “Foi algo inexplicável, eu resumiria toda a minha viagem nesse momento. É um sentimento de gratidão por poder estar ali naquele local e poder ter ajudado”, explica o aventureiro.
“Terminei os últimos 12 km daquele dia como se tivesse começado naquele momento. Um rapaz que estava com o carro quebrado em um ponto do caminho comentou ‘nossa, você anda firme’. Pensei: ‘mal ele sabe o que acabei de passar para andar assim’. Aquilo me transformou naquele momento”, contou Rodrigo Caetano
Manobra de resgate?
Segundo o médico veterinário Breno Martins Jancowski, paradas cardiorrespiratórias em aves são praticamente irreversíveis, já que é difícil conseguir fazer as manobras de socorro nos animais que possuem sistemas muito diferentes dos humanos. A situação flagrada no vídeo de Rodrigo Caetano, porém, pode descrever um outro cenário. “Num episódio de estresse as aves entram facilmente num estado de hipoglicemia. O fato da ave ter sido levada para a sombra e recebido essa massagem pode ter aliviado esse quadro”, afirma o especialista.
Viajante do interior
Foi no início de 2020 que Rodrigo decidiu caminhar para longe da rotina. Saindo de Ribeirão Preto seu objetivo era chegar a pé na cidade de Sertãozinho, uma distância de quase 24 km. Sempre com o apoio da esposa, ele percorria um determinado trajeto e retornava de carro com ela para a cidade onde vivem. Em outra oportunidade, retomava a caminhada do ponto onde parou, já que se envolve na travessia apenas aos finais de semana, feriados e períodos de férias.
Mas, ao chegar em Sertãozinho, seu anseio era ir mais longe. “Era um caminho que eu já havia percorrido inúmeras vezes de carro ou moto. Mas a pé foi diferente, foi mágico e tive um contato muito próximo com a natureza. Eu nunca tinha vivido isso antes”, conta Rodrigo que acumula a experiência de mais de 30 cidades que cruzaram seus trajetos. (veja reportagem do programa “Mais Caminhos” com ele)
Outros animais foram avistados pelo aventureiro durante travessia pelo interior paulista
Além da prática de uma atividade física e da superação diante do desafio proposto, Rodrigo ainda ressalta que o contato com a natureza também era um objetivo das caminhadas. “Há proximidade quando você está caminhando. Você consegue perceber o canto dos pássaros, os animais que vivem ali, ver um tucano atravessando na sua frente, macacos… e tudo isso só foi possível nessa viagem a pé, caminhando”, conclui.

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