terça-feira, dezembro 1, 2020

Anvisa libera compra de 6 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, na tarde desta sexta-feira, 23, a importação de 6 milhões de doses da vacina chinesa contra a Covid-19 CoronaVac, criada pelo laboratório Sinovac. A compra será feita no âmbito do programa de imunização da doença desenvolvido pelo Instituto Butantan, em São Paulo. A licença, por enquanto, é apenas para importação. A distribuição do imunizante depende ainda da autorização da Anvisa ao final dos testes. A expectativa é que, até o fim do ano, o instituto consiga produzir outras 40 milhões de doses — sendo essas 6 milhões primeiras 100% produzidas na China. O restante será produzido a partir do princípio ativo importado. A informação já foi repassada para as autoridades do estado de São Paulo, inclusive ao governador João Doria.

A vacina chinesa tem sido alvo de uma polêmica por conta da intenção do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de utilizá-la como a principal do programa de imunização do governo federal. O presidente Jair Bolsonaro, pressionado por aliados, desautorizou o ministro.

Também nesta sexta, a Anvisa afirmou, por meio de nota que “não há nenhum tipo de retardo, atraso ou morosidade” diante do pedido do Instituto Butantan. A Anvisa está colocando o pedido de importação de vacinas já envasadas do Instituto Butantan sob análise da ferramenta eletrônica formal, chamada circuito deliberativo, na qual os diretores podem analisar o processo e efetuar a votação sem a necessidade das formalidades de uma reunião presencial e pública da Diretoria Colegiada”, dizia o documento encaminhado à imprensa.

A Anvisa enviou uma nota ao Radar Econômico. Leia na íntegra

A Anvisa autorizou nesta sexta-feira (23/10) a importação de 6 milhões de doses da Vacina Adsorvida Covid-19 (inativa), fabricada por Sinovac Life Sciences Co. LTD. A solicitação foi feita pelo Instituto Butantã para importação, em caráter excepcional, de vacina adsorvida covid-19 (inativa), em estudo clínico fase III, ainda sem registro no Brasil. O tema foi discutido em Circuito Deliberativo, entre esta quinta e sexta-feira (22-23/10). O Circuito Deliberativo é uma instância de votação online dos diretores da Agência. A autorização contempla o regramento de importação.

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