sábado, novembro 28, 2020

Moradora da Chapada dos Guimarães encontra forma inusitada de ajudar animais durante as queimadas no MT


Tamanduá-mirim, tucanos, araçaris e pica-paus se refrescam em um oco de árvore no quintal da casa da observadora. Tamanduá-mirim e mais de 20 espécies de aves se refrescam em bebedouro adaptado
A região da Chapada dos Guimarães (MT) é uma das regiões do Brasil que sofre com o fogo há cerca de três meses. Os curtos e raros períodos de chuva dificultam o controle das queimadas e, consequentemente, a sobrevivência das espécies. Diante desse cenário, a observadora de aves Jeanne Martins, que mora na região, encontrou na própria natureza uma maneira de ajudar a fauna local.
“Há uns dois meses descobri um tronco de árvore oco no meu quintal que poderia servir como um ótimo bebedouro para aves que não costumam descer do alto das árvores. Com ajuda de uma mangueira consegui encher a cavidade de água e, desde então, recebo visitas diárias de espécies coloridas”, conta a geóloga, que até deu nome ao novo ‘point’: Piscina do Oco do Pau.
Geóloga usa a fotografia para incentivar mulheres e crianças a observar a natureza
Bebedouro virou ponto estratégico para observar e fotografar as aves
Jeanne Martins/Arquivo Pessoal
Cerca de 20 aves diferentes já foram flagradas pela passarinheira, que não perde a oportunidade de registrar os visitantes. “Entre todos eles destaco os cliques do araçari-de-bico-riscado, tucano-de-bico-preto, pica-pau-de-barriga-vermelha, pica-pau-louro e arapaçu-de-lafresnay”.
As cores, tamanhos e a raridade de algumas aves realmente chamam atenção, mas quem tem “roubado a cena” nos últimos dias é um mamífero. “A observação mais marcante e surpreendente foi de um tamanduá-mirim que se refresca no bebedouro. Eu já tive a chance de ver a espécie várias vezes na região, mas essa é a primeira vez que acompanho de perto a fêmea com o filhote”, destaca Jeanne, que fez registros noturnos da ‘mamãe’ tamanduá.
Fico profundamente feliz em ver que, com essa pequena atitude, posso ajudar garantir o bem-estar dos animais durante a seca atroz que estamos enfrentando esse ano
As queimadas prejudicam diversas espécies da fauna local; bebedouro foi alternativa para auxiliar as aves
Jeanne Martins/Arquivo Pessoal
Tamanduá-mirim
Comum em todo o Brasil, o tamanduá-mirim não é considerado uma espécie ameaçada de extinção. No entanto, desmatamento, fragmentação do habitat, caça e atropelamento colocam muitos indivíduos em risco.
Com até 1,5 metros de comprimento e cerca de sete quilos, a espécie tem papel importante no controle da população de cupins e formigas, principais itens da dieta do tamanduá.
No período reprodutivo a fêmea cuida do único filhote por tempo indeterminado. O bebê fica no dorso da mãe e é deixado no ninho enquanto ela procura por alimento, cena flagrada algumas vezes por Jeanne. “De noite às vezes consigo acompanhar essa rotina do tamanduá. Ela deixa o filhote em um cantinho protegido e vai se banhar no bebedouro”, conta.
Flagrante de fêmea e filhote de tamanduá-mirim é destaque entre os registros de Jeanne
Jeanne Martins/VC no TG

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