domingo, novembro 29, 2020

Campinas tem outubro mais seco em 6 anos e recorde de calor em série histórica, diz Cepagri


Volume acumulado na metrópole foi de 44,2 mm, equivalente a 38,7% da média do mês. Estação em Barão Geraldo registrou 38,7º C no dia 6, maior temperatura desde 1990; veja avaliação. Campinas teve outubro mais seco em 6 anos
Carlos Carvalho / Arquivo Pessoal
Campinas (SP) teve o outubro mais seco em seis anos, de acordo com dados fornecidos ao G1 pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas da Unicamp (Cepagri). Além disso, o período ficou marcado pela temperatura mais elevada registrada desde 1990 pela estação em Barão Geraldo, de 38,7º C, no dia 6.
O volume de chuva acumulada na metrópole durante o mês foi de 44,2 milímetros (mm), segundo a meteorologista Ana Ávila. O total representa redução de 20,5% no comparativo com os 55,6 mm somados no mesmo período do ano passado; e equivale a 38,7% da média histórica de 114,2 mm.
Quantidade inferior de chuva no mês havia sido registrada anteriormente em 2014, ano marcado pela escassez hídrica, quando o total foi de 35 mm, destaca o Cepagri. Veja evolução no gráfico.
“As frentes frias passaram com pouca atividade chuvosa aqui pela região continental, passaram mais pelo litoral. Com isso, as temperaturas subiram muito, nós tivemos vários dias ensolarados. Não teve um fenômeno específico, a não ser essa passagem fraca das frentes frias, vários dias de sol e predomínio das massas de ar seco e quente”, avalia Ana Ávila ao explicar os motivos que provocaram redução das chuvas e recorde da temperatura aferida pela estação, no dia 6.
A Defesa Civil divulgou em 7 de outubro que a temperatura máxima de 40,4º C em Campinas, mas a medição é feita com base em termômetro colocado na Estação de Tratamento de Água (ETA) Capivari. As diferenças entre regiões e sensores influenciam os resultados, segundo a meteorologista.
Os dados do Cepagri mostram, ainda, que as temperaturas médias – mínimas e máximas – subiram no comparativo com 2019: passaram de 18,2º C e 31,2º C para, respectivamente, 18,4ºC e 31,5º C.
O volume de chuva acumulada pela metrópole desde janeiro não foi confirmado pelo Cepagri até a publicação, em virtude da análise de dados, mas a meteorologista acredita que o total deve ficar abaixo da média histórica, de 1,4 mil milímetros. Nesta semana, O Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) determinou estado de restrição do consumo de água na região em virtude da estiagem associada ao aumento da demanda e baixa quantidade de precipitações.
“É preocupante sim [redução em outubro], porque é um período de retorno das chuvas. Em novembro não tem como estimar, mas espera-se que seja uma situação dentro da normalidade”, destaca Ana.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

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