quarta-feira, novembro 25, 2020

Covid-19: compra de leitos privados em Campinas gera gasto de R$ 5,4 milhões em setembro apesar de queda nas internações


Levantamento feito pela prefeitura a pedido do G1 aponta custo total de R$ 22,5 milhões desde o início da pandemia do novo coronavírus, com pico de gastos em julho. Setembro foi mês de menos mortes e internações; veja o panorama. Setembro consolidou redução de leitos ocupados para pacientes sintomáticos de Covid e Campinas começou a remanejar vagas para outras demandas de saúde.
Reprodução/EPTV
A Prefeitura de Campinas (SP) precisou gastar R$ 5.403.547,24 milhões em setembro com a compra de leitos privados para tratamento de pacientes sintomáticos da Covid-19. O uso de leitos contratados para a demanda da saúde tem sido a realidade da metrópole desde o início do agravo da pandemia, entre abril e maio, e já custou aos cofres públicos um total de R$ 22.582.867,94.
O gasto no mês se refere a 108 leitos hospitalares, sendo 64 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 44 de enfermaria, os chamados “leitos de retaguarda”, além de 25 vagas em hospedagem, para aqueles pacientes que moravam em hospitais antes da chegada do coronavírus e precisaram desocupar os leitos.
Os valores foram levantados pela Secretaria de Saúde do município a pedido do G1. Veja a evolução dos montantes já desembolsados pelos cofres públicos de Campinas no gráfico abaixo:
Entenda os gastos mês a mês
Maio – Ocupação SUS aumenta em abril e prefeitura firma contratos. Gasto: R$ 1.768.072,97.
Junho – Sobrecarga no SUS com alta de casos, internações e mortes. Gasto: R$ 3.530.77,98.
Julho – Período de pico de casos e mortes provocados pela infecção. Gasto: R$ 6.075.747,44.
Agosto – Pacientes críticos há mais de dois meses internados. Gasto: R$ 5.804.722,31.
Setembro – Queda na ocupação de leitos e redução em casos e mortes. Gasto: R$ 5.403.547,24.
Até a última atualização da Secretaria de Saúde, em 29 de outubro, a cidade contabilizava 37.891 casos de moradores infectadas pelo novo coronavírus, sendo que 1.317 deles não resistiram às complicações da doença e morreram.
A pandemia em setembro
Campinas vive atualmente um momento de tendência de queda nos números de casos diários, mortes registradas e também de pessoas que dependem de internação hospitalar para tratar sintomas graves. E setembro foi o mês que consolidou a redução da necessidade de leitos exclusivos para a Covid-19.
Relembre alguns fatos abaixo:
O número de novos casos positivos ainda era divulgado diariamente.
O mês chegou a ter 505 confirmados no dia 2. Foi o máximo para um período de 24 horas em setembro.
Ao longo do mês, os novos registros foram diminuindo e houve uma estabilização.
A taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) particulares e públicas da cidade voltou a alcançar patamares menores que 60%.
Em relação às mortes, somente quatro dias de setembro tiveram mais que dez óbitos concentrados em 24 horas.
Ao longo dos 30 dias do mês, 174 moradores de Campinas morreram com Covid-19.
Foi o segundo mês de queda, após o pico de casos e mortes do novo coronavírus, em julho.
Também foi em setembro que Campinas começou a destinar leitos que estavam exclusivos para pacientes sintomáticos do coronavírus para o tratamento de outras enfermidades.
No dia 9 daquele mês, a Secretaria de Saúde começou a destinar leitos Covid para outros problemas de saúde. Um novo remanejamento foi anunciado em 30 de setembro.
Veja a atual situação da ocupação dos leitos de UTI na cidade no gráfico abaixo:
Queda em mortes
Após registrar o pico de óbitos em julho, com 408 vítimas naquele mês, a cidade viu o número de mortes provocadas por complicações da Covid-19 cair para 284 em agosto e 174 em setembro.
Veja os dados mês a mês abaixo, com números de outubro considerados até o boletim mais recente, divulgado no dia 29.
13 contratos ao todo
Os 13 contratos firmados pela prefeitura com hospitais particulares – PUC Campinas, Irmandade da Misericórdia, Beneficência Portuguesa, Casa de Saúde, Samaritano e Metropolitano – e uma hospedagem somam 150 leitos de UTI, enfermaria e hospedaria. O valor contratado total é de R$ 40.752.595,20.
A diária de cada leito de UTI Covid custa R$ 2.460,98 aos cofres municipais. Já as enfermarias, que são leitos de retaguarda, custam cerca de R$ 1 mil por dia.
Entenda os usos e os gastos
Em caso de lotação nas vagas SUS, a prefeitura negocia com hospitais a compra de leitos.
O valor dos contratos varia de acordo com o número acertado de diárias ocupadas.
A quantia do acordo muda para vagas de UTIs, mais caras, ou em enfermarias, mais baratas.
Conforme os leitos contratados vão sendo ocupados, a prefeitura realiza os pagamentos.
A prefeitura paga 100% do valor do contrato se todos os leitos forem usados por todos os dias previstos no acerto.
O fato da vaga estar disponibilizada para a regulação de leitos do município garante pagamento de 70% do valor, pois o leito estava reservado.
O pagamento é sempre feito no mês seguinte à ocupação.
O dinheiro sai do caixa da prefeitura, mas tem verba do governo federal, que o município precisa complementar para chegar no valor da diária do leito.
Se for necessário, a prefeitura pode fazer requisição de leitos, quando o hospital privado é obrigado a receber o paciente, mesmo quando não há negociação.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

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