sábado, novembro 28, 2020

Retomada na geração de emprego na RMC favorece jovens de 18 a 24 anos, homens e com ensino médio completo, aponta observatório

Em setembro, Região Metropolitana de Campinas chegou ao terceiro mês seguido de saldo positivo de postos de trabalho. Acumulado do ano, no entanto, segue negativo em 19,4 mil. A Região Metropolitana de Campinas (RMC) alcançou, em setembro, o terceiro mês consecutivo de saldo positivo na geração de emprego durante a crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Análise do Observatório PUC-Campinas aponta que, de julho a setembro, os postos de trabalho foram preenchidos, prioritariamente, por jovens entre 18 e 24 anos, profissionais com ensino médio completo e homens.
Juntas, as 20 cidades que compõem a RMC fecharam setembro com 6.520 postos de trabalho a mais, segundo dados do Novo Caged, do Ministério da Economia. Apenas Artur Nogueira (SP) teve mais demissões que contratações no período. Já Campinas criou 1.935 vagas, Indaiatuba 876 e Americana 733.
O resultado positivo, no entanto, não foi suficiente para que tirar do vermelho o acumulado do ano, já que o saldo de janeiro a setembro está negativo em 19,4 mil postos trabalho.
Gênero, escolaridade e idade
Do total criado na RMC setembro, 70% foi ocupado por homens. Em relação à escolaridade, 78% dos trabalhadores contratados possuem ensino médio completo. Além disso, metade das vagas foi ocupada apenas por jovens de 18 a 24 anos.
Professora da PUC-Campinas e membro do observatório, a economista Eliane Rosandiski, explica que a contratação de homens tem relação com postos de trabalho gerados na indústria e em determinados segmentos de serviços.
“Os serviços que tendem a contratar mais mulheres, tal como serviços de alimentação, ainda estavam tímidos em setembro (…) mesmo o comércio ainda está tímido”, explica.
Sobre a contratação de profissionais com ensino médio completo, a professora explica que, durante a fase mais aguda da crise, trabalhadores de todas as escolaridades e faixa etária foram demitidos, em especial os de menor escolaridade.
“Tem um outro fator, durante a crise foram demitidos trabalhadores em todas as faixas etária com baixa escolaridade. Agora estão sendo recontratados jovens com escolaridade de ensino médio”, explica.
Para ela, isso mostra o “maior poder de barganha dos contratantes”, que conseguem contratar jovens mais escolarizados sem pagar salários custeados anteriormente.
“Ou seja, talvez a crise tenha possibilitado essa reconfiguração da escolaridade da mão-de-obra”.
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