sábado, novembro 28, 2020

Justiça manda soltar 2 policiais e mais 27 presos em operação contra tráfico de drogas pelo Aeroporto de Viracopos


1ª Vara Federal de Campinas (SP) negou pedido da PF para prorrogar prisão temporária. Caso veio à tona em outubro, quando dois suspeitos morreram em confrontos na operação. Justiça manda soltar 29 presos em operação contra tráfico de drogas em Viracopos
A Justiça Federal decidiu soltar dois policiais e mais 27 suspeitos presos em outubro durante uma operação da Polícia Federal (PF) contra uma suposta organização de tráfico internacional de drogas que usava como base o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).
De acordo com a 1ª Vara Federal, o pedido da PF para a prorrogação da medida por 30 dias foi negado porque não foi comprovada a necessidade, embora a instituição tenha sido autorizada a continuar nas apurações. Por outro lado, diz a polícia, três suspeitos alvo da ação seguem presos porque antes já foram condenados pela ação em que foram apreendidos 58 kg de drogas no terminal, em 2019.
“A partir dessa apreensão, a Polícia Federal mapeou a atuação de toda a organização criminosa, identificando as respectivas lideranças, as pessoas com quem se relacionaram e o processo utilizado para exportar grandes quantidades de cocaína, a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, com destino ao continente europeu, além dos métodos utilizados para ocultar o lucro obtido”, diz a PF.
PF fez operação contra o tráfico em Viracopos no mês de outubro
Divulgação/Polícia Federal
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O suposto esquema
Acesso a informações privilegiadas do esquema de segurança, ameaça a funcionários e transporte de drogas por trator, palets, malas e até com veículo de entrega de comida estão entre os métodos de atuação da quadrilha revelados por investigadores da PF, após deflagrar a Operação Overload.
À época, foram cumpridos 35 mandados de prisão, 44 de busca e apreensão, e duas pessoas morreram durante abordagens no Campo Belo e Vila Singer, em Campinas. Um suspeito, por outro lado, não foi localizado durante as buscas que ocorreram em quatro estados, informou a polícia.
Viracopos, atualmente, é o maior terminal do país em volume de cargas movimentadas por via aérea e registra neste ano recorde nos indicadores, apesar dos reflexos gerados pela pandemia. Na ocasião, a concessionária do terminal destacou que colabora com as investigações sobre o caso.
Um dos suspeitos que teve soltura autorizada pela Justiça é o policial civil Everton Pereira de Souza, apontado como suposto intermediador de negociações com traficantes estrangeiros. O advogado Alex Lúcio informou que o cliente deve deixar o prédio da Corregedoria da Polícia Civil, na capital paulista, esta noite, e que provará a inocência dele.
Outro suspeito que não teve a prisão temporária prorrogada é o policial militar José Fernando Gonçalves foi preso na operação. De acordo com a PF, ele participava do planejamento de segurança em Viracopos e, na sequência, repassava informações privilegiadas para a quadrilha. O G1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito até esta publicação.
Caso veio à tona em outubro deste ano, em Campinas
Eduardo Rodrigues/EPTV
Aliciamento de funcionários
Segundo a PF, a quadrilha é formada por brasileiros que ficavam responsáveis pelo fornecimento de cocaína que seria levada para a Europa. Além disso, o grupo teria aliciado funcionários que atuavam no aeroporto para que interferissem a favor da quadrilha nas atividades de logística do terminal.
Ainda de acordo com a investigação, entre os funcionários e ex-funcionários terceirizados de Viracopos que atuam com a quadrilha estão vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros, que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior.
Nos últimos dois anos, R$ 7 milhões em patrimônio dos suspeitos foram bloqueados pela Justiça.
Vista aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos
Ricardo Lima
Divisões de tarefas
A PF informou que o grupo tinha uma atuação “complexa e sofisticada”, formada por três pilares:
Grupo de operadores externos: pessoas que não pertencem ao quadro de funcionários do aeroporto e eram os responsáveis pelas tratativas com investidores e traficantes estrangeiros, assim como pelo aliciamento de empregados aeroportuários;
Grupo de operadores internos: empregados aeroportuários aliciados que exercem suas atividades na área restrita de segurança, especialmente em funções que envolvam carga e descarga de aeronaves e suas movimentações;
Grupo de operadores estrangeiros: traficantes em solo europeu responsáveis pela retirada da cocaína exportada a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos.
A organização, segundo a polícia, usava o dinheiro do tráfico para comprar imóveis, veículos, abrir contas bancárias em nome de terceiros, e empresas fora do país. Desde o início da investigação, em fevereiro, a Polícia Federal apreendeu 250 kg de drogas em cinco apreensões diferentes.
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