quarta-feira, dezembro 2, 2020

MP pede cassação da candidatura de Dário Saadi à Prefeitura de Campinas por suposta compra de votos


Promotora apresentou representação após considerar que candidato do Republicanos fez exames gratuitos na região do Ouro Verde com intuito eleitoral. Setor jurídico da campanha vê ofensa a princípios básicos do direito e diz que promotoria mostra ‘viés político’. Dário Saadi, candidato a prefeito de Campinas, durante campanha nesta quinta-feira (22)
Reprodução / EPTV
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma representação à Justiça para pedir a cassação do registro de candidatura ou do diploma de Dário Saadi (Republicanos), candidato a prefeito de Campinas (SP), por suposta compra de votos. O pedido ainda será analisado pela 33ª Zona Eleitoral. Em nota, o setor jurídico da campanha de Dário afirmou que a representação ofende princípios básicos do direito e que a promotoria mostra “claro viés político” (leia a nota completa abaixo).
De acordo com a promotora Simone Rodrigues Horta Gomes, Saadi realizou exames médicos gratuitos no dia 26 de setembro em moradores do Condomínio Residencial Ouro Verde. Segundo ela, o fato pode ser constatado por meio de panfletos distribuídos nos quais foram indicados atendimentos sem custos aos participantes.
“Salienta-se que o atendimento médico ocorreu com nítido intuito eleitoral, havendo anúncios em rede social por parte de apoiadores da candidatura do representando, com aglomeração de pessoas em busca do exame médico gratuito concedido pelo candidato, tratando-se de agenda de campanha”, destaca Simone ao mencionar que houve descumprimento de artigo da Lei de Eleições.
“O artigo 41-A da Lei nº 9.504/97 objetiva impedir a corrupção no pleito eleitoral, em que os candidatos, com a fim de obter vantagem ilícito na corrida eleitoral, arrebanham eleitores através de concessão de benesses indevidas. Não se deve olvidar que tal conduta é assaz grave, classificada como compra de votos”, destaca trecho.
A promotora também pede aplicação de multa devida por conduta ilícita, mas o valor não é indicado.
O que diz o candidato?
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o jurídico da candidatura contesta a iniciativa do MP. Veja abaixo íntegra da nota.
“A iniciativa do Ministério Público, tomada sem ouvir a parte contrária, ofende princípios básicos do Direito, como a isenção e a paridade de armas. Ao repetir os equívocos revelados, há pouco mais de uma semana, no vazamento ilegal da ação, a promotoria demonstra claro viés político partidário. A coligação “Prontos Pra Campinas” aguarda resposta quanto à ilegalidade dessa manifestação do Ministério Público. Em respeito aos eleitores, esclarece que, há quase 20 anos, Dário Saadi realiza gratuitamente uma avaliação médica dos moradores do Residencial Ouro Verde. Ela faz parte do seu compromisso de médico e independe de eleições ou de cargos que ele tenha ocupado. Apenas o desespero de adversários pode explicar a transformação desse fato em causa eleitoral”, diz texto.
O G1 questionou a assessoria do MP sobre a afirmação da candidatura de que a Promotoria teria agido com viés político e aguarda retorno.
Veja o que prometem os candidatos a prefeito de Campinas
Initial plugin text
Veja mais notícias sobre eleições no G1 Campinas

Ultimas Notícias

Justiça nega recurso a vereadora de Monte Mor condenada por cobrar parte de salário de assessor

TJ-SP decidiu pela manutenção da perda dos direitos políticos e o ressarcimento dos...

Polícia Civil busca identificar envolvidos após homem ser arrastado por segurança da rodoviária de Campinas

Estado informou que caso não foi registrado, mas policiais começaram diligências na região. Mulher flagrou o momento em...

Covid: com 100% da UTI do Haoc lotada e sem profissionais parar abrir mais leitos, Indaiatuba contrata vagas em Campinas

Prefeito fez alerta sobre gravidade da doença na cidade em live nesta terça-feira (1); Secretaria de Saúde determinou...

MP denuncia à Justiça morador de condomínio em Valinhos que fez ofensas racistas a entregador

Promotora também pede condenação de Matheus Almeida Prado por danos morais. À época em que caso veio à...

Barroso determina que governo proteja os índios contra a pandemia

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinou em decisão que o governo instale, em 48 horas, barreiras sanitárias em três terras indígenas para...
- Advertisement -