sábado, novembro 28, 2020

Aves imitam outras espécies para aumentar repertório vocal


Capacidade de copiar vocalizações pode ser “trunfo” na hora de conquistar o parceiro sexual. Gaturamo-verdadeiro imita com perfeição até 16 cantos de aves
André Dambrós/VC no TG
A comunicação é fundamental na vida de qualquer ser vivo. Enquanto nós, humanos, nos comunicamos através da fala, do corpo, pela escrita e até mesmo digitalmente, as aves contam principalmente com a vocalização para se expressar.
São várias as notas, tons e timbres que dão ‘ritmo’ às matas e centros urbanos de todo o País e encantam os observadores e admiradores da natureza. No entanto, o papel desses sons é ainda mais importante: a vocalização é a maneira como as aves interagem, dão sinais de alerta e conquistam o parceiro sexual.
Canário-da-terra tem um canto característico por ser forte e estalado
Daniela Alves / VC no TG
Por isso, praticamente todas as aves possuem algum tipo de manifestação sonora e algumas são capazes, inclusive, de imitar os sons de outras espécies. É o caso dos canários, dos gaturamos, xexéus e sabiás, além dos psitacídeos, como papagaios e maritacas.
Mas por que elas imitam outras espécies? O ornitólogo Luciano Lima explica que a imitação da vocalização de uma espécie por outra serve para diferentes funções no mundo das aves. “Entre elas estão atrair parceiros, enganar e repelir competidores e predadores e até mesmo auxiliar na alimentação através da atração de indivíduos de diferentes espécies para participar de bandos mistos”.
Xexéu imita sons de mamíferos e de outras aves
Xexéu também é conhecido como japim
Imitando falcões
Entre os famosos imitadores das florestas, destacam-se aves como gralha-picaça e gaturamo-verdadeiro, que emitem sons iguais aos das aves de rapina, principalmente de espécies do gênero Micrastur, que inclui os falcões-caburé, relógio, críptico e mateiro, além do tanatau.
“No interior do Paraná, já ouvi inúmeras vezes gralhas-picaça (Cyanocorax chrysops) imitando o canto de falcão-relógio (Micrastur semitorquatus). Confesso que na primeira vez que ouvi a imitação, logo no início de minha carreira ornitológica, fui “enganado”! Empolgado e na intenção de observar o falcão de perto, caminhei cuidadosamente até a árvore de onde vinha o som, e para minha surpresa só havia gralhas, que saíram todas voando”, lembra o ornitólogo Willian Menq, que explica detalhes dessas imitações.
A gralha-picaça tem cerca de 25 vocalizações diferentes
Jarbas Mattos/VC no TG
“Normalmente elas são compostas por notas mais curtas, baixas e não tão ‘fortes’ quanto a dos falcões. Os sons também são acompanhados de outros tipos de cantos, característica que ajuda a identificarmos a imitação”, diz.
O especialista conta ainda que xexéus e gralhas podem imitar ainda o canto de outros rapinantes, como o gavião-bombachinha e o acauã.

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