segunda-feira, novembro 30, 2020

Campinas perde 5,1 mil beneficiários de planos de saúde em três meses e tem menor número desde 2009


Balanço da Agência Nacional de Saúde Suplementar apontou que índice de assistidos por convênio na cidade caiu de 571,7 mil para 566,3 mil no último trimestre. Economista afirma que situação só vai melhorar com geração de empregos. Leito de UTI em hospital de Campinas ocupado com paciente em tratamento da Covid-19.
Reprodução/TV Globo
Campinas (SP) registrou, em três meses, uma redução de 5,1 mil beneficiários de planos de saúde, de acordo com levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O balanço apontou que o número de pessoas assistidas por convênios médicos privados no município caiu de 571,7 mil no segundo trimestre deste ano (de abril a junho), para 566,3 mil no período de julho a setembro.
De acordo com um levantamento feito pelo G1 com base nos dados da ANS, o índice aferido pela agência no último trimestre foi o menor desde 2009, quando a cidade teve, de outubro a dezembro, pelo menos 535,8 mil moradores com registro ativo em planos de saúde. A diminuição recorde de beneficiários de convênios acontece ainda em meio a pandemia do novo coronavírus.
Até a publicação, Campinas contabiliza 38.622 casos e 1.333 mortes provocadas pela Covid-19. A quantidade de contratos de planos de saúde válidos corresponde a 47% do total da população do município, que, de acordo com a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2019, é de 1,2 milhão de habitantes.
Ainda segundo o levantamento, a época com mais pessoas assistidas por planos de saúde na metrópole foi registrada no último trimestre de 2014, com 661,3 mil beneficiários. Os dados divulgados pela instituição são trimestrais e o cliente considerado na pesquisa é o titular do plano, ou seja, ele pode ter mais pessoas vinculadas como dependentes. Veja abaixo a evolução dos números na cidade.
Impactos
De acordo com o economista e professor da PUC-Campinas Roberto Brito de Carvalho, a maior parte destes beneficiários estava contemplada em planos empresariais e, por conta do desemprego provocado pela crise econômica, verifica-se a diminuição das adesões aos convênios.
O especialista ainda afirmou que, além disso, a queda de renda das famílias também provoca os cancelamentos ou suspensão de contratos.
“Isso demonstra os impactos da redução econômica. A expectativa para o futuro é que a medida que a economia for melhorando e a contratação for acontecendo a tendência é esses números se recuperarem”, explicou o professor.
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