sábado, dezembro 5, 2020

Conheça as dez espécies de surucuá que podem ser encontradas no Brasil


Cloração, tamanho e até presença de “acessórios” ajudam a distinguir as aves. Dez espécies diferentes de surucuás habitam nosso território
Luciano Lima/TG
Voz e cor, esses são elementos principais que caracterizam os surucuás, aves da família Trogonidae que podem ser encontradas na América Central e do Sul, África, na região oriental (China, Índia e Indonésia) e no Sul dos EUA. São animais de tamanho médio, bico forte e olhos grandes que costumam inflar o peito para cantarem e podem ser vistas com certa facilidade pelo Brasil, em bosques ou florestas.
Embora a maior diversidade de espécies seja observada no Equador, onde vivem 14 delas, nosso país não fica para trás. Os dez representantes da família possuem muitas particularidades e atraem os olhares de observadores.
O nome pela cauda
Surucuá-de-cauda-preta apresenta plumagens escuras na cauda em oposição aos detalhes estriados de outras espécies da família
Guilherme Serpa/Acervo Pessoal
Todas as espécies de surucuás explicam no nome popular os principais detalhes que as diferem. Em algumas delas, essa característica é demonstrada pela cauda. Como é o caso do surucuá-de-cauda-preta que apresenta a barriga vermelha em contraste com essa parte completamente negra da penugem. Ele está presente em toda a Amazônia brasileira e também do Panamá à Bolívia.
Surucuá-pavão é conhecido também por surucuá-açu e costuma viver tanto solitário quanto aos pares
Priscilla Diniz/Acervo Pessoal
O surucuá-pavão apresenta cauda avantajada e por isso adquiriu o nome da ave indiana como “apelido”. Em latim a nomenclatura científica que o descreve significa: ave com manto longo como a cauda do pavão. Ele está presente em toda a região do alto Rio Amazonas e, em outros países, pode ser chamado de quetzal.
O nome pela barriga
Surucuá-de-barriga-vermelha é homenageado pela música “Canção de Fogo”
Rudimar Narciso Cipriani/Acervo Pessoal
O surucuá-de-barriga-vermelha chega a medir até 25 centímetros de comprimento e é encontrado em grande parte das regiões do Brasil, exceto pelo Sul e áreas do Sudeste. Além da barriga avermelhada, os hábitos como predador lhe conferem outro nome. Procurando lagartas, cigarras, besouros e aranhas a ave pode permanecer estática durante muito tempo em espreita e por isso recebe o apelido de “dorminhoco”.
Respectivamente, surucuá-de-barriga-amarela e surucuá-grande-de-barriga-amarela
Luciano Lima/TG e Rudimar Narciso Cipriani/Acervo Pessoal
Já o surucuá-grande-de-barriga-amarela e o surucuá-de-barriga-amarela adquirem o nome popular pela mesma característica, mas se diferenciam quanto ao tamanho. A primeira ave chega a 30 centímetros de comprimento e seu parente menor alcança de 23 a 26 centímetros. Ambas ocorrem em áreas muito semelhantes do país.
O nome pelas cores
O surucuá-variado é conhecido por vocalizar balançando a cauda de forma sincronizada
Luciano Lima/TG
A espécie mais observada no Sul e Sudeste brasileiro é o surucuá-variado. A ave recebe este nome por poder variar a coloração do corpo entre o tom de laranja amarelado ou ainda um vermelho bem forte.
Surucuá-violáceo surpreende pela coloração forte na cabeça e peito
Bruno Rennó/Acervo Pessoal
No caso do Norte do rio Amazonas é o surucuá-violáceo que dá um show de beleza. Através de sua coloração azul esverdeada pelo corpo, alguns detalhes remetem aos tons violetas, que lhe conferiram o apelido popular.
O nome pelos “acessórios”
Surucuá-de-coleira se destaca pela “divisão” da plumagem no peito e apresenta um estriado branco na cauda
Gustavo Magnago/Acervo Pessoal
Com uma forte linha branca que separa o peito da cor vermelha das partes inferiores, o surucuá-de-coleira domina o Norte brasileiro e possui uma população isolada nas florestas de tabuleiro do Espírito Santo e sul da Bahia.
Surucuá-mascarado ressalta a coloração do contorno dos olhos por conta da área mais escura que forma a “máscara”
Ananda Porto/TG
Também caracterizado por uma “marca” está o surucuá-mascarado. Com pouco mais de 20 centímetros, a ave se destaca pela tonalidade mais escura da plumagem na região dos olhos. Ainda pouco conhecida, sabe-se que a espécie habita florestas montanhosas.
O nome pelo tamanho
Surucuá-pequeno pesa entre 38 e 57 gramas e apresenta detalhes semelhantes a outras espécies
Guilherme Serpa/Acervo Pessoal
Com 23 a 25 centímetros de comprimento, o surucuá-pequeno é um dos menores representantes da família no Brasil, especialmente na Amazônia. O tamanho também dificulta a observação de detalhes como a linha branca separa o peito das partes inferiores amarelas douradas.
As fêmeas de surucuás
Surucuá-de-barriga-vermelha fêmea apresenta tons da cabeça e peito cinzas em oposição à barriga avermelhada
Arquivo/TG
Nos surucuás há o chamado dimorfismo sexual, ou seja, a diferença entre o visual dos indivíduos de acordo com o gênero. De forma geral, as fêmeas dessas espécies possuem sempre coloração acinzentadas na cabeça e peito e a plumagem da barriga seguindo o tom de seu macho respectivo. Quando ainda jovens, os surucuás também seguem esse padrão de tonalidade das mães.

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