sábado, novembro 28, 2020

Um ano após previsto, Campinas entrega 'Usina Verde' ainda sem empresa para operá-la


Em teste desde novembro de 2019, usina de compostagem, instalada em área da Fazenda Santa Eliza, irá operar com 100% da capacidade após licitação que, de acordo com a prefeitura, deve ser disponibilizada em até ‘duas semanas’. Usina verde de Campinas em fase de teste, em 2019
Reprodução/EPTV
Mais de um ano depois da previsão inicial, Campinas (SP) entregou nesta segunda-feira (9) a ‘Usina Verde’, capaz de realizar a compostagem de até 300 toneladas diárias de materiais orgânicos como troncos, galhos, palha de grama, restos de alimentos e lodo para a produção de adubo.
Operando em fase de testes desde 2019, a estrutura instalada em uma área da Fazenda Santa Elisa, entregue virtualmente durante a coletiva da prefeitura para apresentar dados do novo coronavírus, só será 100% operacional após a conclusão da licitação para contratar uma empresa para operá-la.
O processo foi suspenso em dezembro do ano passado e ainda não tem data para ser publicado novamente. “Essa licitação está sendo retomada”, disse, na coletiva, o prefeito.
Em nota, a prefeitura informou que a “expectativa é que a licitação da Usina Verde seja disponibilizada nas próximas duas semanas”.
Ao anunciar a entrega da Usina Verde nesta segunda, o prefeito Jonas Donizette (PSB) enfatizou que a obra irá gerar uma economia de até R$ 2 milhões por mês aos cofres da prefeitura já que os resíduos não serão enviados ao aterro sanitário, em Paulínia (SP).
Ainda segundo o prefeito, a usina teria sido concluída ao custo de R$ 5,8 milhões, e a previsão do custo mensal é de R$ 500 mil. À época do anúncio da fase de testes, a prefeitura divulgou que o projeto teve custo de R$ 10 milhões.
O G1 solicitou à administração informações sobre a divergência dos dados. Em nota, a prefeitura informa que com os processos licitatórios consolidados, o valor saiu mais em conta que o previsto.
“A previsão de custo, na época, era de cerca de R$ 10 milhões. Com os processos licitatórios consolidados, o valor saiu mais em conta do que o previsto. Foram cerca e R$ 6 milhões no investimento de máquinas, mais R$ 1,5 milhão para implantar a estufa e R$ 500 mil na infraestrutura para terraplenagem” diz o comunicado.
O projeto
O projeto é uma parceria entre a administração municipal, a Sanasa – responsável pelo tratamento de água e esgoto -, a Ceasa e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que cedeu uma área da Fazenda Santa Elisa e vai testar a qualificação do adubo.
Prefeitura – vai fornecer parte do lixo “verde” (galhos, troncos e palha de grama) decorrente de áreas públicas e fica responsável pelo operacional da usina.
Ceasa – vai fornecer frutas e legumes descartados e vai comercializar o fertilizante junto aos agricultores.
Sanasa – fez a compra dos equipamentos (triturador de galhos e troncos, compostador e peneira rotativa) e vai fornecer o lodo resultante do tratamento de esgoto para a usina.
IAC – cedeu a área para implantação da usina e vai testar e qualificar o adubo orgânico.
A expectativa com o funcionamento da Usina Verde em sua integralidade é que parte do adubo produzido seja utilizado pela própria prefeitura, na manutenção de parques e jardins, e parte seja comercializado a produtores na Ceasa.
Além disso, a prefeitura defende o ganho ambiental com a iniciativa. “Ao deixar de enviar esses resíduos ao aterro sanitário, vamos deixar de gerar chorume e gás metano na atmosfera, o pior no efeito estufa. Dos atuais problemas climáticos, a maior parte é causado por esse gás. É um enorme ganho ambiental e de sustentabilidade”, disse o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.
Coletiva
Além da inauguração da Usina Verde, o prefeito anunciou na coletiva desta segunda-feira que Campinas iniciou uma testagem da Covid-19 na população carcerária e em trabalhadores do sistema prisional.
As coletas de exames estão sendo realizadas no Centro de Detenção Provisória (CDP), Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Professor Ataliba Nogueira de Campinas e Penitenciária Feminina de Campinas.
A estimativa é que 4,5 mil pessoas, entre presos e trabalhadores, sejam testados. O inquérito é o terceiro em andamento no município. Também estão sendo testados para o coronavírus profissionais da área da educação e motoboys e entregadores, em inquérito definido em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT).
Educação
Sobre a educação, Jonas Donizette voltou a afirmar que a rede municipal não irá retomar as atividades neste ano. Na última sexta-feira (6), o Ministério Público (MP) formalizou uma série de questionamentos à prefeitura sobre os preparativos para a retomada de aulas presenciais, e também sobre o planejamento, em infraestrutura, caso isso ocorra em 2021.
Segundo o prefeito, a decisão pela não retomada das aulas partiu do departamento pedagógico da administração municipal, e toda a preparação para o próximo ano, inclusive com compras de equipamentos de segurança, estão sendo feitas pela pasta da Educação.
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