segunda-feira, novembro 23, 2020

CoronaVac: Anvisa diz que suspensão dos testes é técnica e mantém decisão

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, declarou nesta terça-feira, dia 10, que a decisão de paralisar os testes clínicos da vacina CoronaVac foi “técnica” e que recebeu informações “incompletas” sobre a morte de um dos 10.000 voluntários do imunizante, que é produzido pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

VEJA confirmou hoje que a causa da morte foi suicídio e que não tinha nenhuma relação com a aplicação da vacina. “Não havia essa informação”, disse Torres ao ser questionado sobre os relatórios que a Anvisa havia recebido do Butantan. “As informações veiculadas foram consideradas pela área técnica insuficientes e incompletas”, acrescentou. “Por que veio incompleto, a resposta eu não sei”.

A morte do paciente ocorreu no dia 29 de outubro. No dia 6 de novembro, o Butantan reportou a ocorrência à Anvisa, que só tomou conhecimento do fato no dia 9 de novembro. À noite no mesmo dia, a agência reguladora decidiu paralisar os testes da vacina e marcou uma reunião com os técnicos do Butantan para saber mais detalhes sobre o “evento adverso grave”.

O gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse que a informação sobre o suicídio ainda não chegou pelos canais oficiais e que, por isso, a interrupção está mantida. “Usamos sempre o princípio da precaução. Só quando tivermos esses dados brutos – aqueles que efetivamente comprovam a alegação – tomaremos essa decisão”, disse ele. Mendes também frisou que, por ora, só está paralisada a vacinação de novos voluntários – outras etapas, como o desenvolvimento da vacina, a compilação dos dados e o acompanhamento dos pacientes, prosseguem normalmente.

A interrupção dos estudos da vacina contra a Covid-19 foi celebrada nesta terça-feira de manhã pelo presidente Jair Bolsonaro, que trava uma batalha pessoal com o governador de São Paulo, João Doria, por causa do imunizante de origem chinesa. “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu ele nas suas redes sociais. 

Perguntado sobre a politização do tema, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Torres, declarou que, dessa seara, “estaremos sempre fora”. “O que o cidadão brasileiro hoje não precisa é de uma Anvisa contaminada por guerra política. Ela existe, claro que existe. Mas ela tem que ficar do muro de fora para lá”, afirmou ele.

Continua após a publicidade

Ultimas Notícias

Orquestra Jovem Circuito das Águas apresenta festival virtual de música a partir desta segunda

'Antologia Musical da OJCA' será exibida gratuitamente no YouTube até o dia 13...

Justiça garante licença-maternidade de 6 meses a funcionárias dos Correios

Duas decisões judiciais, uma do TRT da 10ª Região e outra do TRT da 3ª Região, garantiram a prorrogação da licença-maternidade para trabalhadoras dos...

Campinas tem 56,8% dos leitos de UTI Covid ocupados; taxa é de 75% no SUS Municipal nesta segunda

Balanço aponta ampliação no número de internados na rede municipal e aumento de vagas na particular; cidade tem...

Estudo rejuvenesce células de idosos em 25 anos

Em um estudo inovador, cientistas da Universidade de Tel Aviv relataram ter revertido o processo de envelhecimento. O método escolhido pelos pesquisadores foi a...

Ex secretário de Educação de Witzel vira estagiário de corretor

A vida não está fácil para ninguém. Demitido há pouco mais de dois meses do governo do Rio após ser preso em uma operação...
- Advertisement -