sábado, novembro 28, 2020

Alta no preço de peças e insumos gera alta de até 50% no mercado de móveis na região de Campinas


Tanto os projetos de móveis planejados quanto os tradicionais tiveram aumento no preço final ao consumidor. Preço de móveis dispara por conta da falta de matéria-prima
Consumidores que procuram móveis nesta quarentena na região de Campinas (SP) têm encontrado alta de cerca de 50% nos valores de projetos planejados e de até 20% nos preços de móveis já prontos. O motivo é que peças e insumos para a confecção ficaram mais caros por causa da pandemia do coronavírus.
Um levantamento feito pela EPTV, afiliada da TV Globo, verificou que marceneiros estão encontrando produtos – como dobradiças, corrediças e MDF – com preços triplicados no mercado do setor, elevando os orçamentos de clientes.
Além dos valores, prazos de entrega estão mais longos devido à falta de alguns itens. Também faltam colchões.
Uma marcenaria de Campinas viu preços de mobílias saltarem de R$ 40 mil para R$ 60 mil. Corrediças passaram de R$ 9 para R$ 20, chapas de MDF foram de R$ 100 para R$ 200 e as dobradiças, de R$ 3,90 para R$ 8.
“Praticamente a cada dez dias eles estão subindo o MDF e os materiais.”, afirma o proprietário Aguinaldo Bento da Silva.
Peças para fabricação de móveis têm alta nos preços no setor na região de Campinas
Reprodução/EPTV
Em Americana, a alta foi percebida nos últimos dois meses. O dono de uma marcenaria já perdeu projetos por falta de material.
“Tem que repassar, e muitas vezes o cliente deixa de estar fechando não só com a gente, mas com muitos que estão passando por isso.”, conta Anderson Demastro.
Vale pesquisar
A biomédica Jaqueline Salles planejava uma reforma em seu consultório e no apartamento onde mora. Antes da pandemia, o orçamento era de R$ 16 mil para os móveis planejados do local de trabalho. Recentemente, se assustou com os preços praticados no mercado.
“Subiu mais de 50% o valor dos móveis que fechei depois. Fiz vários orçamentos e a diferença é muito grande.”
Ela acabou buscando um marceneiro em vez de lojas de planejados, e ainda pagou R$ 24 mil.
Produtos prontos mais caros
Em uma loja de móveis populares, como cama, mesa, armários e cadeiras, a proprietária afirma que as fábricas estão repassando produtos prontos com aumento de 15% a 20%. A diferença no preço também chega aos consumidores.
O resultado é que os clientes acabam fracionando os pedidos, levando apenas parte dos móveis que inicialmente pensavam em obter. Ou, cancelam a compra.
“No mês passado, a gente teve vários cancelamentos em razão da demora […] de 30 dias para 90 dias. Tá bem complicado para manter as vendas. Os fornecedores nos aconselharam a estocar bastante, e a gente seguiu o conselho para conseguir atender a demanda de dezembro.”, explica Eliane Cardoso.
Móveis prontos estão mais caros por conta de alta no setor na região de Campinas
Reprodução/EPTV
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