domingo, janeiro 24, 2021

Vacina russa tem 92% de eficácia, diz análise preliminar

Nesta quarta-feira, 11, o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscou e o Fundo Russo de Investimento Direto divulgaram que a vacina conta o novo coronavírus Sputnik V tem 92% de eficácia. A análise é baseada em resultados preliminares do estudo fase 3 que envolveu 40.000 participantes.

O estudo avaliou a eficácia do imunizante com base em mais de 16.000 voluntários, 21 dias após receberem a primeira dose da vacina ou placebo. Destes, 20 foram infectados. “Com base na distribuição de 20 casos confirmados (identificados tanto no grupo do placebo quanto no grupo da vacina), foi determinado que a eficácia da Sputnik V é de 92%”, afirma um comunicado.

Os centros russos afirmaram ainda que a vacina se mostrou segura até o momento. “O estudo não revelou quaisquer eventos adversos inesperados. Alguns dos vacinados apresentaram eventos adversos de curto prazo, como dor no local da injeção, síndrome semelhante à gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça”, diz a nota. Vale ressaltar que os dados ainda precisam ser revisados por especialistas não envolvidos no estudo e publicados em uma revista científica.

A Rússia afirmou que os dados serão publicados “em uma das principais revistas acadêmicas médicas após uma avaliação independente pelos principais especialistas em epidemiologia. Após a conclusão dos ensaios clínicos de fase 3 da vacina Sputnik V, o Centro Gamaleya fornecerá acesso ao relatório completo do ensaio clínico”.

A Sputnik V foi a primeira vacina no mundo a receber um registro de agência regulatória, em agosto, também na Rússia. A decisão permite que o imunizante seja aplicado na população. Na época, o anúncio gerou entre especialistas, já que os testes do coronavírus da fase 3 nem haviam começado. Também não haviam resultados publicados sobre as etapas anteriores.

Segundo o novo comunicado, um acompanhamento de 10.000 pessoas que receberam a vacina fora dos ensaios clínicos também confirmou a eficácia da vacina em mais de 90%.

É a segunda vez esta semana que resultados positivos sobre um imunizante contra o novo coronavírus são divulgados. A primeira boa notícia veio na segunda-feira, 9, quando a Pfizer anunciou que seu imunizante tem eficácia superior a 90%. Enquanto a análise preliminar russa foi baseada em apenas 20 casos de coronavírus entre os voluntários, a da Pfizer contou com 94 infecções confirmadas entre os participantes.

O pequeno número de casos relatados no estudo do Sputnik V significa que há menos certeza de que a eficácia final da vacina estará acima de 90%. “Um acompanhamento adicional é necessário porque os resultados são compatíveis com uma eficácia muito menor – 60% – com base nesses dados”, disse o epidemiologista Stephen Evans, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, ao UK Science Media Centre.

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