terça-feira, dezembro 1, 2020

Comércio de Campinas fecha outubro com R$ 1,2 bi em vendas e queda de 62% na inadimplência


Levantamento da Acic mostra que setor, em recuperação durante a pandemia, movimentou 10,3% a mais que em setembro, mas ainda 5,3% abaixo do registrado no mesmo mês de 2019. Rua Treze de Maio cheia de consumidores
Reprodução/EPTV
Em recuperação durante a pandemia do novo coronavírus, o comércio de Campinas (SP) fechou outubro com R$ 1,229 bilhão em vendas, segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial de Campinas (SP) divulgado nesta quinta-feira (12).
Impulsionado pelo Dia das Crianças, os números representam um aumento de 10,38% em comparação com setembro, mas ainda 5,3% abaixo do registrado no mesmo mês de 2019.
Apesar da pouca diferença no faturamento em relação ao mês anterior, outubro apresentou uma ampla diminuição nos casos de inadimplência no setor. De acordo com o economista da Acic, Laerte Martins, a queda de 62,5% nas contas atrasadas tem, sim, relação com a queda no consumo e uma melhora nos índices de pagamentos de contas vencidas.
Vendas
O relatório da Acic mostra que em outubro as vendas de “bens não duráveis” em supermercados e hipermercados cresceram 14,64% e 3,2% em farmácias e drogarias, e caiu 13,87% nos postos de gasolina.
Já entre os chamados “bens duráveis”, os setores de material de construção e de móveis e lojas de departamento registraram altas de 33,4% e 6,7%, respectivamente. Já o vestuário teve queda de 6,3%.
“A categoria de vendas de serviços continua muito afetada pela pandemia. Em turismo e transportes teve redução drástica de 52,1%, e bares e restaurantes, de 28,5%. Apenas autopeças e itens automotivos conseguiu uma expansão de 6,1% em outubro”, pontua o levantamento.
Black Friday
As vendas da Black Friday, no mês de novembro, são a grande aposta do comércio. Somente em Campinas, são esperados R$ 292,5 milhões de faturamento na data de descontos.
Com a pandemia do novo coronavírus, a fatia de vendas pela internet deve ser ainda maior que em 2019. Na avaliação do economista Laerte Martins, da Acic, 62,5% dos negócios na metrópole devem ser realizados de forma on-line, e 37,5% em lojas físicas, no comércio de rua e shoppings.
Na avaliação da Acic, a Black Friday pode se transformar na segunda mais importante data do ano para o setor, atrás apenas do Natal.
Apesar da movimentação maior na Black Friday deste ano, o departamento de economia da Acic estima que o ticket médio seja de R$ 600,00, praticamente o mesmo do ano anterior.
Itens mais procurados
Na avaliação da Acic, os produtos que mais devem ser procurados pelos consumidores durante a Black Friday são os smartphones, celulares, aparelhos de televisão e eletroeletrônicos em geral, além de vestuário e calçados, livros, brinquedos, e produtos importados, como videogames, câmeras fotográficas e filmadoras.
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