segunda-feira, janeiro 18, 2021

Covid-19: governo reclassifica região de Campinas para fase amarela do Plano SP após alta de internações


Serviços poderão funcionar com até 40% da capacidade. Dados da Fundação Seade apontam aumento em novas internações diárias desde o início de novembro no Departamento Regional de Saúde da 7ª região. Movimento na Rua 13 de Maio, no Centro de Campinas, na manhã deste sábado (28)
Reprodução/EPTV
A região de Campinas (SP) foi reclassificada para a fase amarela do Plano São Paulo nesta segunda-feira (30). O anúncio foi feito pelo governo estadual no início da tarde. A medida não implica no fechamento de comércios, bares, restaurantes e escolas, destacou João Doria, que admitiu “claro aumento da instabilidade na pandemia”.
A mudança acontece quase dois meses depois da região ter avançado para a fase verde. Desde 10 de outubro, os serviços foram autorizados a funcionar com 60% da capacidade. O movimento nas ruas aumentou, escolas reabriram, restaurantes puderam funcionar por mais tempo.
Agora, com a reclassificação, não só a regional de Campinas, mas todo o Estado de São Paulo voltou para a fase amarela. O governador pediu paciência, resiliência e que jovens usem máscaras e evitem aglomerações. O planejamento para as escolas está mantido conforme determinou a Secretaria de Educação de SP.
A próxima análise com divulgação de possível reclassificação do Plano São Paulo está prevista para 4 de janeiro.
Na tarde desta segunda, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, fará uma transmissão ao vivo sobre as novas restrições.
Veja o que muda na fase amarela
Estabelecimentos podem funcionar até as 22h
Eventos com público em pé estão proibidos
Todos os setores têm capacidade limitada a 40%
Funcionamento máximo limitado a 10 horas por dia
Mapa do Plano São Paulo com reclassificação de regiões para fase amarela no dia 30 de novembro
Reprodução/Governo de SP
Agora, veja abaixo o detalhamento por setor, conforme o Plano SP:
Shoppings
Ocupação máxima: 40% da capacidade
Horário reduzido: 10 horas
Praças de alimentação: funcionamento permitido ao ar livre e áreas arejadas
Adoção dos protocolos geral e setorial específico
Comércio e salões de beleza
Ocupação máxima: 40% da capacidade
Horário reduzido: 10 horas
Adoção dos protocolos geral e setorial específico
Restaurantes e bares com consumo local
Ocupação máxima: 40% da capacidade
Somente ao ar livre ou em áreas arejadas
Horário reduzido: 10 horas, com consumo até 22h
Praças de alimentação: funcionamento permitido ao ar livre e áreas arejadas
Adoção dos protocolos geral e setorial específico
Academias de esportes de todas as modalidades
Ocupação máxima: 30% da capacidade [limite previsto no plano, apesar do governo ter anunciado 40% para todos os setores nesta segunda]
Horário reduzido: 10 horas
Agendamento prévio com hora marcada
Permissão apenas de aulas e práticas individuais, mantendo-se as aulas e práticas em grupo suspensas.
Adoção dos protocolos geral e setorial específico
Cidades da região que mais impactam
Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi detalhou nesta segunda-feira os 62 municípios do estado que mais impactam nas regiões do Plano São Paulo. São cidades com mais de 70 mil habitantes com ocupação média de leitos acima de 75% ou com aumento de internações em mais de 10%.
Nesta terça, será feita uma reunião com esses prefeitos, de maneira virtual, para falar sobre o cenário da pandemia.
Na região de cobertura do G1 Campinas, as cidades que participam são: Sumaré, Indaiatuba, Americana, Mogi Guaçu, Valinhos, Paulínia e Itapira.
Alta nas internações
De acordo com dados da Fundação Seade sobre o enfrentamento da pandemia, houve um aumento progressivo no número de novas internações por Covid-19 desde o início de novembro no Departamento Regional de Saúde da 7ª região (DRS-7), sediado em Campinas. São 42 municípios inseridos na regional.
O pico no mês foi de 104 hospitalizados com coronavírus na última quinta-feira (26). Foi o maior número de internados em um dia desde 17 de setembro, que teve 116 registros de entradas de pacientes em hospitais da região. Veja a evolução no gráfico abaixo:
Gráfico da Fundação Seade mostra evolução de internações por Covid-19 na regional de saúde de Campinas
Reprodução/Seade
A taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na região está em 44,5%. Nas enfermarias, 36,8%. O número de UTI por 100 mil habitantes é de 11,9, mas já chegou perto de 20 quando a pandemia vivia o pico de casos, mortes e internações, em julho. Os dados foram atualizados pela Seade neste domingo (29).
Em relação aos casos positivos, houve aumento, com variação mensal positiva de 12,4%. Óbitos, no entanto, seguem em queda, com variação mensal negativa de 46,4%.
Em todo o estado foi verificada alta nas internações por Covid-19, conforme noticiou o Bom Dia Brasil nesta segunda. Assista ao vídeo abaixo:
Internações por coronavírus aumentam em 79% dos hospitais privados do Estado de SP
Alta na ocupação de leitos em Campinas
No caso da metrópole Campinas, a ocupação de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 75% na última sexta (27). Em toda a cidade, que incluiu unidades administradas pelo governo estadual e leitos particulares, a ocupação era de 58,8%.
A cidade tem, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na sexta, 42.694 registros de moradores infectados pelo novo coronavírus e 1.370 mortes causadas pela doença.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas

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