sábado, janeiro 16, 2021

Média de chuvas em novembro atinge 65,9% do esperado em Campinas e volume é o menor desde crise hídrica, diz Cepagri


Apesar do registro de temporais pontuais, foram 107mm no mês, considerando a média de chuvas generalizadas na cidade. Volume é o mais baixo desde o início da crise da falta de água nos rios, no verão de 2013 a 2014. Chuva forte em Campinas no dia 18 de novembro
Marcello Carvalho/G1
O mês de novembro teve um volume médio de chuvas 65,9% menor do que o esperado em Campinas (SP). Apesar dos temporais pontuais, as precipitações generalizadas foram poucas, e resultaram em 107mm. Dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp apontam que foi o menor volume para novembro desde 2013, quando teve início a crise hídrica.
A média histórica para o mês é de 162,3mm. Nos anos anteriores, houve pico de 299,7mm em 2018 e no ano anterior também choveu bastante, mas as chuvas ficaram abaixo ou no limite da média na maioria, até o registro de 78mm em 2013. Veja a evolução no gráfico abaixo:
Meteorologista do Cepagri, Ana Ávila explica que as chuvas de novembro foram irregulares, bastante localizadas, que predominaram em relação a eventos intensos e generalizados na cidade.
“Apesar das chuvas terem retornado em volume um pouco maior, nós não conseguimos alcançar a média para o mês de novembro. As chuvas foram de formas bastante irregulares, tanto no tempo, chuvas intensas e localizadas, mas de forma geral a média ainda não foi atingida. Ficou bastante abaixo da média.”
No início do mês, dia 9, chuva forte com ventos deixou bairros sem luz na metrópole e causou queda de árvores. Pouco mais de uma semana depois, no dia 18, ventos atingiram 73 km/h e o temporal alagou casas.
Chuva com vento forte provocou a queda de árvores e galhos em Campinas no dia 18 de novembro
Daniel Mafra/EPTV
Na região, houve mais estragos, transbordamento de rios, devido à intensidade das precipitações, mas foi um alívio temporário para os mananciais, segundo Ana.
“Esses transbordamentos dos rios trazem um alívio temporário, pois essas chuvas, parte delas, não fica armazenada, devido à própria característica, por serem chuvas muito intensas. Os rios transbordam, porém, não têm uma situação duradoura”.
2020 x 2013
Apesar da crise hídrica ter ficado mais conhecida como sendo uma realidade do ano de 2014, foi no fim do ano de 2013 que os volumes de chuva começaram a diminuir.
“Agora começa a época das chuvas, e na crise o verão 2013/2014 foi de chuvas a baixo da média.”, alerta a meteorologista.
Em 2013, as chuvas começaram a ficar abaixo da média em agosto e foi assim até dezembro. O ano de 2014 começou com baixas precipitações até igualar à média em abril, quando tradicionalmente começa o período de estiagem. Veja o comparativo dos dois anos na imagem abaixo:
Gráficos mostram chuvas abaixo da média entre 2013 e 2014 em Campinas, quando teve início a crise hídrica
Reprodução/Cepagri
A expectativa do Cepagri é que as chuvas voltem a cair sobre a região de maneira mais regular a partir de dezembro.
“Nós agora estamos novamente num período de pouca chuva. Então, houve um alívio, sim, com certeza, um alívio para o abastecimento hídrico, mas a gente espera que as chuvas retornem de uma forma mais regular agora em dezembro para que essa situação ocorra de forma mais consistente e duradoura.”, afirma Ana Ávila.
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