domingo, janeiro 17, 2021

Dário monta equipe de transição com Wandão, dois secretários do atual prefeito de Campinas e ex-reitor da Unicamp


Carta de desligamento do secretariado foi entregue por Jonas ao prefeito eleito. Evento no Paço Municipal marcou início da transição de governo, que tem o secretários de Saúde, Carmino de Souza e o de Governo, Michel Abrão, entre os integrantes. Parte da equipe de transição de governo montada por Dário Saadi; Carmino de Souza fará transição na saúde
Renan Lopes/ACidade ON
O prefeito eleito de Campinas (SP), Dário Saadi (Republicanos), apresentou nesta quarta-feira (2) a equipe de transição de governo, que é composta pelo vice dele, Wandão de Almeida (PSB), dois secretários do atual mandatário, Jonas Donizette (PSB), e o ex-reitor da Unicamp Tadeu Jorge, que também foi secretário de Educação durante o governo de Dr. Hélio. Completam a lista Aderval Fernandes e Maurício Barbosa.
O evento que marcou o início da transição ocorreu na Sala Azul do Paço Municipal, onde Jonas entregou a carta de desligamento dos secretários dele. Os titulares da Saúde, Carmino de Souza, e da Secretaria de Governo, Michel Abrão — este último sobrinho de Jonas — são os dois representantes do atual governo na transição.
Dário explicou a presença de Wandão ao dizer que ele é “conhecedor dos grandes projetos de Campinas”. Wandão foi secretário de Relações Institucionais de Jonas desde o início da gestão, em 2013, e saiu apenas para disputar a eleição.
“Michel Abrão e Wanderley de Almeida, que fizeram parte do governo e são conhecedores dos grandes projetos da cidade de Campinas e da máquina administrativa. Nós temos o doutor Carmino, que vai fazer toda a transição na área da saúde”, disse o prefeito eleito.
Segundo Dário, Maurício Barbosa é especialista em tecnologia da informação e vai ajudar no diagnóstico do grau de digitalização e de avanço tecnológico da prefeitura.
Carmino não fica para 2021
O secretário de Saúde em Campinas, Carmino de Souza
Fernanda Sunega / PMC
Participante da equipe de transição, o secretário Municipal de Saúde não fará parte do governo de Dário, porque vai tocar projetos na vida pessoal. Segundo o prefeito eleito, a presença de Souza na equipe serve também para reverenciar pelo trabalho na pandemia.
“Ele não constava na nossa equipe, mas nós chamamos ele até como um reconhecimento pelo trabalho que ele fez durante a pandemia, está fazendo ainda, e ele vai ser quem vai fazer a transição na área da saúde”, disse Dário.
Carmino é secretário de Saúde desde o primeiro ano do governo Jonas, em 2013, e vivenciou diversas crises no setor nestes oito anos.
Foram três grandes epidemias de dengue, uma com 65 mil casos no ano, o escândalo na administração do Hospital Municipal Ouro Verde, do qual a prefeitura ainda espera receber R$ 42 milhões da Organização Social (OS) Vitale, antiga administradora do complexo, e a pandemia do novo coronavírus, que já causou a morte de 1.378 campineiros.
Tadeu Jorge e Aderval Fernandes
Dário explicou que o ex-reitor da Unicamp Tadeu Jorge foi o coordenador do plano de governo dele, ao lado de Aderval Fernandes, que é diretor do Departamento Administrativo e Financeiro da Secretaria de Serviços Públicos de Campinas.
“Nós temos o professor Tadeu Jorge, ex-reitor da Unicamp, que foi o coordenador do plano de governo juntamente com o Aderval Fernandes, que ajudou em toda a normatização do nosso plano de governo, com esse contato com a população”.
José Tadeu Jorge foi reitor da Universidade Estadual de Campinas por duas gestões — a primeira entre 2005 e 2009 e a segunda, de 2013 a 2017. Além disso, atuou como secretário de Educação no governo Hélio de Oliveira Santos (PDT).
Em junho de 2011, o então secretário de Educação pediu a saída do cargo após a crise instaurada por conta do escândalo na administração com denúncias de fraudes em contratos públicos, que culminou posteriormente na cassação de Hélio de Oliveira Santos (PDT) e depois de Demétrio Vilagra (PT).
Tadeu Jorge é professor titular da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp. Ele é formado em Engenharia de Alimentos, mestre em Tecnologia de Alimentos e doutor em Ciência de Alimentos, todos pela Unicamp.
No segundo mandato dele na reitoria, a Unicamp viveu a morte de um estudante dentro de uma festa no Ciclo Básico. Uma semana depois do assassinato de Denis Papa Casagrande, o então reitor aceitou que a Polícia Militar (PM) circulasse pela universidade, o que gerou críticas da comunidade e ocupação da reitoria pelos alunos.
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