domingo, janeiro 17, 2021

Campinas bate recorde de novos casos de coronavírus na primeira semana de dezembro

Cidade confirmou 1.485 testes positivos entre os dias 1 e 4 deste mês, volume superior ao registrado, no mesmo intervalo de dias, dos casos registrados em todos os meses anteriores da pandemia. Prefeitura atribui alta a maior testagem e velocidade de entrega dos resultados. O mês de dezembro começou com recorde de casos do novo coronavírus em Campinas (SP). A cidade confirmou entre os dias 1º e 4, 1.485 testes positivos para Covid-19, número superior ao registrado, se comparado o mesmo intervalo de tempo, em qualquer mês anterior da pandemia – veja abaixo o gráfico com o comparativo.
O aumento ocorre após o governo retroceder todo o estado de São Paulo para a fase amarela do Plano SP de flexibilização pelo aumento de internações – em Campinas, os leitos do SUS estadual estão com 100% de ocupação e os da rede municipal apresentam o maior número de internados desde outubro.
Na coletiva em que atualizou dados da pandemia nesta sexta (4), o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o secretário de Saúde, Carmino de Souza, informaram que não foi identificada nenhuma piora dos índices da Covid-19 no município. Por outro lado, a prefeitura aumentou o número de testes realizados, o que gera crescimento nos registros confirmados e descartados.
Até o momento, a cidade tem 44.528 casos confirmados e 1.393 óbitos pela Covid-19.
“Nós estamos testando todos os sintomáticos gripais, todos os pacientes de síndrome respiratória e também as pessoas que tiveram contato com pacientes infectados pelo coronavírus. Isso vai gerar naturalmente um aumento desses resultados, tanto de confirmações quanto de casos descartados. (…) A gente imagina que até agora já devemos ter feito uns 200 mil testes”, disse Carmino.
Leitos Covid-19
Com 55 pacientes em leitos de UTI Covid, a rede municipal tem no momento o maior número de internados pela doença desde 9 de outubro – na ocasião, 60 pessoas ocupavam vagas de terapia exclusiva para tratamento do novo coronavírus no SUS municipal.
Durante a semana, a prefeitura anunciou que trabalha para abrir mais vagas – principalmente após a desativação de 42 estruturas no primeiro dia de dezembro. Parte foi recomposta com a abertura de dez vagas no Hospital Ouro Verde, uma no HC da Unicamp e a recomposição da rede privada.
Carmino afirmou na ocasião que a administração acertou 20 leitos de terapia intensiva com a Santa Casa – dez que foram desativados, no período entre o término do contrato e renovação, e mais dez de um novo contrato.
Paralelamente a essas ações, o secretário explicou disse que conversou com outros hospitais privados e espera encerrar uma fase de credenciamento de unidades de saúde interessadas em oferecer leitos como parte do plano de contingenciamento que será apresentado ao novo prefeito eleito, Dário Saadi (Republicanos).
“A Secretaria de Saúde reforça que os leitos estão garantidos para todos os pacientes que necessitarem”, diz, em nota.
Maior transmissão entre jovens
O secretário de Saúde destacou que, na quinta-feira (3), a taxa de transmissão do coronavírus em Campinas estava “em torno de um”. Segundo ele, por conta da instabilidade do sistema, esse número pode não ser exato. “Eu acho que temos que relativizar a importância disso porque o intervalo de confiança é muito grande, então a taxa pode ser, atualmente, 0,7 ou 1,3”, explicou.
A taxa de transmissão calcula o contágio através do número de pessoas que são infectadas por um contaminado. No dia 25 de novembro, a prefeitura disse que o índice estava em 0,78. Ou seja, 100 moradores com Covid-19 em Campinas transmitiam a doença para outros 78.
Ainda de acordo com Carmino de Souza, os últimos balanços do coronavírus na metrópole indicam que atualmente existe um alto nível de transmissão entre jovens de 19 a 40 anos, que passaram a respeitar menos as medidas de isolamento social.
“O jovem tem uma mortalidade muito baixa, mas ele transmite para o mais velho, que morre. Isso é muito preocupante. Essas baladas que estão acontecendo, mesmo sem poder, é um lugar muito perigoso para contaminação, porque é fechado, as pessoas bebem, ficam sem máscaras”, afirmou o titular da pasta.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

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