sexta-feira, abril 16, 2021

Alvo de operação contra tráfico internacional de drogas no Aeroporto de Campinas é preso em MG


Homem estava foragido desde dezembro de 2020, quando a Justiça Federal decretou a prisão. Ao todo, nove pessoas envolvidas no esquema dentro de Viracopos estão presas, segundo a PF. Polícia Federal fez apreensões em aviões no Aeroporto de Viracopos em outubro de 2020
Divulgação/Polícia Federal
Um foragido da Operação Overload, que investiga lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas por meio do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), foi preso na manhã desta quinta-feira (1). O homem foi localizado em Itabira (MG), e será transferido para a cidade paulista, segundo a Polícia Federal (PF).
O esquema envolvia brasileiros responsáveis por enviar cocaína para Europa, funcionários e ex-funcionários de Viracopos e recebedores da droga no outro continente. Com mais esta prisão, sobe para nove o número de investigados encarcerados e há, ainda, oito foragidos.
De acordo com a PF, o suspeito preso nesta quinta participava do núcleo criminoso interno do Aeroporto Internacional de Viracopos e era responsável pelo transporte da droga na área restrita, já que era tratorista. A investigação apontou que ele aparece nas imagens de fevereiro de 2020, quando foram apreendidos 58 kg de cocaína.
O alvo havia se mudado para a cidade mineira junto com a família e trabalhava em uma empresa de transportes. Segundo a PF, ele morava no alojamento da companhia. A detenção foi feita pela Polícia Militar mineira a partir de compartilhamento de informações com a PF.
Operação Overload
A operação foi deflagrada em outubro de 2020, quando 32 suspeitos foram presos e dois morreram. Acesso a informações privilegiadas do esquema de segurança, ameaça a funcionários e transporte de drogas por trator, palets, malas e até com veículo de entrega de comida estavam entre os métodos de atuação da quadrilha revelados por investigadores da PF.
Viracopos, atualmente, é o maior terminal do país em volume de cargas movimentadas por via aérea e registra neste ano recorde nos indicadores, apesar dos reflexos gerados pela pandemia. Na ocasião, a concessionária do terminal destacou que colabora com as investigações sobre o caso.
Segundo a PF, a quadrilha é formada por brasileiros que ficavam responsáveis pelo fornecimento de cocaína que seria levada para a Europa. Além disso, o grupo aliciou funcionários que atuavam no aeroporto para que interferissem a favor da quadrilha nas atividades de logística do terminal.
Ainda de acordo com a investigação, entre os funcionários e ex-funcionários terceirizados de Viracopos que atuam com a quadrilha estão vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros, que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior.
Divisões de tarefas
A PF informou que o grupo tinha uma atuação “complexa e sofisticada”, formada por três pilares:
Grupo de operadores externos: pessoas que não pertencem ao quadro de funcionários do aeroporto e eram os responsáveis pelas tratativas com investidores e traficantes estrangeiros, assim como pelo aliciamento de empregados aeroportuários;
Grupo de operadores internos: empregados aeroportuários aliciados que exercem suas atividades na área restrita de segurança, especialmente em funções que envolvam carga e descarga de aeronaves e suas movimentações;
Grupo de operadores estrangeiros: traficantes em solo europeu responsáveis pela retirada da cocaína exportada a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos.
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