segunda-feira, abril 12, 2021

Ao menos 45 pacientes com Covid ou suspeita morreram na fila por um leito de UTI no estado de SP

Maior parte das mortes foi em Taboão da Serra, que perdeu 12 vidas. Levantamento foi feito pelo G1 e a TV Globo em cidades da Grande SP e no interior do estado. Muitas pessoas morrem à espera de leitos nos hospitais de SP; em Taboão da Serra foram 12 vidas perdidas
A ocupação de leitos em São Paulo continua se aproximando do colapso. Ao menos 45 pacientes com Covid ou suspeita da doença não resistiram à espera por um leito de UTI e morreram no estado até a manhã desta sexta-feira (12), de acordo com levantamento feito pelo G1 e a TV Globo.
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A maior parte das mortes foi em Taboão da Serra, que perdeu 12 vidas. Na sequência, Ribeirão Pires, com 6 mortes; e Franco da Rocha e Bauru, com 4 cada uma.
A velocidade com que as mortes têm acontecido também assusta: em Mauá, os três óbitos de pacientes que aguardavam por um leito ocorreram em 24 horas.
Veja abaixo as cidades que tiveram mortes de pacientes na fila por vagas na UTI:
Taboão da Serra: 12 mortes
Ribeirão Pires: 6 mortes
Franco da Rocha: 4 mortes
Bauru: 4 mortes
Mauá: 3 mortes
Buri: 3 mortes
Nova Granada: 3 mortes
Dracena: 3 mortes
Sumaré: 2 mortes
Rio Grande da Serra: 1 morte
Diadema: 1 morte
Tabapuã: 1 morte
Irapuã: 1 morte
Ribeirão Bonito: 1 morte
Em entrevista, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, explicou que a criação de leitos exige uma complexa estrutura hospitalar e admitiu que o estado não tem condições de suprir a atual demanda, principalmente para casos mais graves.
“Estamos aumentando da forma que conseguimos. Quando eu falo aumentar número de leitos não é simplesmente um colchão, uma cama e um respirador. É além disso: a equipe que vai dar assistência a esse paciente. Estamos internando 130 pessoas a mais por dia nas UTIs. Nós não temos fôlego para abrir na mesma velocidade o número de leitos.”, disse.
O governo de São Paulo anunciou a abertura de mais 338 leitos para pacientes de Covid-19 até o final de março. O número, entretanto, representa um valor abaixo do que o sistema de saúde, nas redes públicas e privadas, recebeu de novas demandas nos últimos dias.
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