domingo, junho 13, 2021

Após investigação, polícia prende nigeriano suspeito de matar ativista em ONG de Hortolândia


Autor dos disparos vive ilegalmente no país, segundo Polícia Civil. Crime ocorreu em 10 de abril. Polícia prende nigeriano suspeito de matar homem em reunião de ONG em Hortolândia
A Polícia Civil de Hortolândia prendeu, nesta terça-feira (8), um nigeriano suspeito de matar o ativista cultural Wagner Luiz Alves, de 37 anos, durante a reunião de uma organização não governamental (ONG) no Parque São Miguel em 10 de abril.
Na data do crime, o atirador entrou no local, que fica na Rua Joseph Paul Julien Burlandy, e passou a atirar contra várias pessoas. Além da vítima fatal, um outro homem, de 44 anos, foi atingido.
Desde o homicídio, a Polícia Civil passou a investigar e descobriu que o principal suspeito nasceu na Nigéria, mas sequer o nome completo dele foi obtido pelos policiais. Ele teria sido chamado pela vítima do crime para realizar um trabalho de mecânico.
“Nós fizemos contato através do investigador chefe com a embaixada da Nigéria, mas não obtivemos resposta positiva em absolutamente nada. Na Polícia Federal ninguém tinha o conhecimento dele estar no Brasil”, disse o delegado João Jorge.
Segundo o delegado, os policiais descobriram que o suspeito vive em São Paulo e passaram a diligenciar no local indicado. Quando o rapaz foi identificado, a corporação pediu mandado de prisão temporária contra ele e de busca e apreensão para o endereço.
Ao ser abordado, o nigeriano ainda teria tentado sacar uma arma, mas foi contido pelos policiais. “Ele deu muito trabalho para ser algemado, porque é um sujeito forte”, disse o delegado.
Sem motivo aparente
O delegado afirma que não há relação entre o crime e o ativismo da vítima. Segundo ele, o nigeriano desceu as escadas da ONG disparando em todos. “Ela [vítima] estava no local errado, no momento errado e na hora errada”.
“Quando ele saiu disparando, ele atingiu as nádegas de um dos indivíduos que estavam nessa região e a vítima já tinha corrido para fora, mas nesse momento ela voltou porque sua esposa ficou. Ela retornou e neste momento foi baleada”.
“Então observe que ele não foi baleado pelo fato de ser ele, mas foi uma vítima de ocasião e é um crime de ocasião”, completou o delegado.
João Jorge informou que o suspeito vai responder pelo homicídio e também foi detido em flagrante por porte ilegal de arma e resistência à prisão.
Sobre a situação dele no país, o delegado afirma que ele possuiu Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Carteira de Trabalho, mas não tem autorização para ficar no Brasil.
“Ilegal. Ele, apesar de ter trabalho, aparentemente conseguiu CPF, que não é fácil de tirar, [e] carteira de trabalho. Mas ele não tinha autorização aparente para estar no país”, explicou.
Delegado de Hortolândia João Jorge explicou investigação que levou à prisão do suspeito
Reprodução/EPTV
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