segunda-feira, maio 17, 2021

Caçador de auroras boreais: o jovem brasileiro que vive em busca das ‘luzes coloridas’


De Sorocaba (SP), hoje Filippo Dias vive na Finlândia e divulga imagens do céu nas redes sociais. Jovem de Sorocaba vira ‘caçador’ de auroras boreais depois de se mudar para a Finlândia
Arquivo Pessoal/Filippo Dias
“Caçar aurora boreal me mostrou o quão pequeno eu sou comparado com a natureza”. A frase acima pertence a um aventureiro de apenas 19 anos que decidiu desbravar a Finlândia em busca de um dos fenômenos mais espetaculares da Terra. O brasileiro Filippo Dias saiu da cidade de Sorocaba (SP) em 2018 para realizar um intercâmbio no “país mais feliz do mundo”. Só não sabia que seus caminhos seriam tomados pela alegria do encontro com um gigante dos céus.
“Eu estava dirigindo junto com a minha ‘mãe do intercâmbio’, a pessoa que estava me recebendo naquele momento no país, e o céu explodiu em luzes coloridas que dançaram por horas. Foi uma noite muito especial”, conta o estudante que foi surpreendido pelo fenômeno causado pelo choque de elétrons provenientes dos ventos solares com elementos da atmosfera terrestre em grande velocidade.
Veja um vídeo com o depoimento do jovem caçador de auroras boreais
Depois daquele primeiro contato , uma ´serie de perguntas tomou a mente de Filippo. “Por que eu não tinha visto aurora antes? O que causava uma aurora boreal? E por que o céu ficava daquela forma? Foi a partir dessas dúvidas que eu comecei a ser um caçador”, afirma o jovem fotógrafo.
Primeira foto feita por ele das auroras-boreais é uma das mais especiais, pois ainda estava em um momento onde o jovem caçador adquiria experiência
Filippo Dias/Arquivo pessoal
Equipado com a fiel escudeira desde a infância, o estudante decidiu registrar esse espetáculo colorido. Atento aos fenômenos que o sol é submetido, como erupções, explosões ou o surgimento e a movimentações de buracos, e à previsão do tempo, o “caçador” tenta avaliar se estará diante da união de alta velocidade do vento solar e de um céu limpo para visualizar o espetáculo gerado por ele.
Veja num esquema simplificado como se formam as auroras boreais
Arte/TG
A experiência na observação desse fenômeno foi garantida pela persistência na caçada e também pelo vínculo criado com outros observadores. Assim Filippo se aperfeiçoou e, em fevereiro de 2020, flagrou até uma ‘dança’ da aurora boreal em um espetáculo em vídeo que durou cerca de um minuto.
Apesar da distância que vive hoje do Brasil, o início da conexão do observador dos céus com a natureza ocorreu no interior de São Paulo. O contato com a mata, as visitas às reservas naturais e o conhecimento da diversidade de fauna e flora existentes no país despertaram o gosto e a vontade de explorar o ambiente.
Foto feita pelo caçador de auroras boreais no Sul do Brasil mostra como sua paixão por admirar o céu é antiga
Filippo Dias/Arquivo pessoal
“Junto com meus pais, procurava todo final de semana sair e ir para algum local junto à natureza. No Brasil nós temos muitos lugares que são incríveis e que nem sempre as pessoas conhecem”, afirma Filippo Dias.
A mais de 10 mil quilômetros da terra natal, Filippo contempla essa natureza mística e colorida sonhando com passos futuros. “As próximas aventuras que eu gostaria de encarar com a aurora boreal seriam caçar ela em diferentes países e até ver a aurora austral, que acontece no hemisfério sul”, conta.
Na imagem, Filippo Dias e os pais admiram uma aurora boreal após um ano sem se encontrarem
Filippo Dias/Arquivo pessoal
Já acostumado a realizar a busca das luzes do Norte sob temperaturas de até -30ºC, o “caçador de auroras boreais” aprendeu a reconhecer o privilégio de estar diante desse espetáculo. “A aurora boreal não é apenas um botão que você aperta. Ela é um fenômeno muito lindo e algo muito poderoso da natureza”, conclui ele.
A experiência do jovem diante da aurora e até os detalhes da saga para chegar até o fenômeno são alguns dos conteúdos compartilhados por ele nas redes sociais
Jovem de Sorocaba (SP) deseja sempre fotografar a aurora boreal com suas diferentes formas em diferentes dias e locais
Filippo Dias/Arquivo pessoal
Veja mais imagens:
O processo e a caminhada até as luzes são documentados no Instagram do caçador de auroras boreais
Filippo Dias/Arquivo pessoal
Quase uma hora de estrada, temperaturas negativas e caminhadas em neve profunda estão entre os desafios dos caçadores de auroras boreais
Filippo Dias/Arquivo pessoal
Em explosão, quando as auroras boreais ficam mais fortes, é possível vê-las dançar, se mexer e mudar de cor
Filippo Dias/Arquivo pessoal

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