quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Campinas confirma nova variante de Covid-19 em passageira que chegou de Manaus por Viracopos


Idosa de 78 anos apresentava sintomas quando desembarcou e foi identificada pelo aeroporto. De lá, seguiu direto para unidade de saúde e depois teve alta. Segundo a prefeitura, ela estava contaminada com a variante amazonense. Aeroporto Internacional de Viracopos
Reprodução/EPTV
A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) informou nesta segunda-feira (15) que registrou um caso da variante amazonense (P.1) do novo coronavírus no município. Segundo a pasta, trata-se de uma idosa de 78 anos que chegou em Campinas no dia 14 de janeiro, num voo direto de Manaus (AM).
A mulher desembarcou já com sintomas da Covid-19. O caso foi identificado pelas autoridades de saúde do Aeroporto Internacional de Viracopos, a mulher foi levada direto para uma unidade de saúde e depois internada em um hospital da rede particular, onde permaneceu até dia 25 de janeiro.
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“Ou seja, até terminar o período de contágio, ela não circulou pela cidade, o que facilitou o monitoramento e controle do caso”, afirmou a prefeitura, em nota. Os passageiros que estavam próximos a ela, assim como suas duas filhas, foram monitorados.
O exame que apontou a variante da Covid-19 foi feito pelo Laboratório Adolfo Lutz e o resultado saiu neste fim de semana. “Todas as medidas de controle epidemiológico foram tomadas e não há registro de que esta paciente tenha transmitido o vírus a outras pessoas em Campinas”, completa a prefeitura.
Depois de receber alta, a paciente deixou Campinas. A prefeitura afirma que todos os protocolos foram seguidos e não há, até o momento, outros casos da nova variante na cidade.
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“O sistema de vigilância epidemiológica está atento para identificação desta variante em casos de pacientes residentes em Campinas”, afirma a Secretaria de Saúde.
O G1 enviou e-mail com perguntas à Secretaria Estadual de Saúde e aguarda retorno para atualizar a reportagem.
Anvisa
Em 26 de janeiro, quando confirmou-se que o caso era de Covid-19, a reportagem questionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se foi realizado um acompanhamento com passageiros e tripulantes que tiveram contato com a mulher infectada pelo novo coronavírus, mas o órgão governamental afirmou que as informações deveriam ser apuradas com a vigilância do município.
Entretanto, a Anvisa informou que tem um protocolo específico e o papel que deve ser realizado por cada agente com a barreira sanitária em voos doméstico. Entre as recomendações estão o reporte de casos suspeitos, orientações sobre quarentena ou isolamento, além do uso de equipamentos de proteção por tripulantes e funcionários e medidas de higiene nos aeroportos e aeronaves.
Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que, por conta da pandemia, realiza um trabalho conjunto com autoridades sanitárias no sentido de orientar os profissionais da aviação, empresas, operadores aéreos e passageiros em relação à adoção dos protocolos sanitários.
“Essas medidas incluem o distanciamento social, o reforço de higienização de aeronaves e aeroportos, o reforço da comunicação das regras a serem seguidas pelos passageiros e o uso de máscaras durante todas as fases do voo, entre outros”, disse o texto.
Viracopos
Após a notificação do caso quando ainda era suspeito, a concessionária Aeroportos Brasil, que administra Viracopos, informou que medidas foram adotadas no desembarque da passageira para evitar o contato, no percurso, com outros passageiros.
E que todo o trajeto percorrido foi imediatamente higienizado e esterilizado. Além disso, afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi notificada.
O que diz a Azul?
Na data em que a mulher desembarcou em Viracopos, o G1 solicitou informações sobre o voo e se a companhia aérea Azul tinha ciência de que a passageira apresenta sintomas de Covid no embarque.
A Azul informou que adotou uma série de medidas desde o início da pandemia para tornar o ambiente a bordo seguro, como uso obrigatório de máscaras por tripulantes e clientes, medição de temperatura dos tripulantes a cada início de turno, oferta de álcool em gel e uso de descontaminantes nas aeronaves.
Veja a íntegra da nota enviada à época:
“A Azul foi a primeira companhia aérea do país a tornar obrigatório o uso de máscaras por Tripulantes e Clientes, tanto a bordo quanto em solo. Em outra iniciativa pioneira, a Azul passou a medir a temperatura dos Tripulantes a cada início de turno, aumentando a confiança em solo e a bordo e preservando a vida e a segurança de todos.
A companhia tem orientado o check-in pelo aplicativo e, para aqueles que precisa despachar a bagagem, sugere o uso das bancadas digitais de autoatendimento, em que o próprio Cliente etiqueta sua bagagem sem contato com a tela dos tablets. Para o embarque, a Azul lançou o Tapete Azul, tecnologia pioneira no mundo, que é composto por um conjunto de projetores e monitores. Por meio de realidade aumentada, projetores no chão formam um tapete virtual colorido e móvel que convida a pessoa a se posicionar na fila de acordo com seu número de assento. A inovação vem proporcionando uma diminuição de cerca de 25% no tempo em que uma pessoa leva entre embarcar e se sentar dentro do avião e, de quebra, contribui para o distanciamento social, já que os Clientes convocados para o embarque ficam a quatro metros de distância entre si.
A bordo da aeronave, lenços umedecidos estão à disposição para uso dos Clientes e dos Tripulantes da Azul e sachês de álcool em gel são distribuídos a todos os viajantes. A companhia também tem utilizado descontaminantes bactericidas que contam com um princípio ativo que elimina vírus e bactérias em 99,99% dos casos.
Além disso, a empresa também adotou o sistema de raio ultravioleta da Honeywell para a limpeza do interior de suas aeronaves. O UV Treatment System é capaz de auxiliar a limpeza do interior de uma aeronave em menos de 10 minutos. A tecnologia representa uma camada a mais de segurança que será gradualmente introduzida na frota da Azul, a primeira empresa aérea da América Latina a trazer essa inovação.
Somando-se a isso e à limpeza dupla nos assentos, mesinhas, bolsão, banheiros, encosto de cabeça, cinto de segurança, janela, paredes e compartimentos superiores, a Azul vem atendendo todas as normas de procedimento de limpeza e desinfecção sugeridas pelas autoridades sanitárias. O serviço de bordo passou a ser realizado ao final do voo, garantindo o uso da máscara durante toda a viagem, e o desembarque agora é realizado por fileiras, evitando as costumeiras aglomerações no corredor no momento de saída da aeronave”.
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