domingo, abril 18, 2021

Campinas cria 1,4 mil vagas de emprego com carteira assinada em janeiro, aponta Caged


Setor de serviços, em especial o que envolve tecnologia da informação e atende maior demanda pelo e-commerce e home office puxou o resultado positivo. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego na região central de São Paulo
Amanda Perobelli/Reuters
Campinas (SP) criou 1.430 vagas de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2021, de acordo com balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira (16). A alta foi puxada pelo setor de serviços, em especial o que envolve tecnologia da informação a atende a maior demanda do mercado por e-commerce e home office diante da pandemia da Covid-19.
Dos setores primários da economia, a metrópole também registrou um movimento de contratação na indústria, ainda que não em empregos de mão de obra qualificada, enquanto o comércio fechou 435 postos de trabalho no primeiro mês do ano.
Saldo de vagas por setor em janeiro/2021
Agropecuária: -2
Comércio: -435
Construção: 28
Indústria: 352
Serviços: 1.487
Economista da PUC-Campinas, Eliane Navarro Rosandiski destaca que o resultado chamou atenção por apontar a contratação de profissionais mais qualificados. Foram 540 contratos de pessoas com nível superior.
“É importante porque todo o ajuste ao emprego que tem sido feito está em cima do profissional com ensino médio, mais experiente, que é substituído por uma mão de obra de trabalho mais jovem, com menor remuneração”, explica Eliane.
Segundo a profissional que integra o Observatório PUC-Campinas, os números na indústria também são positivos, mas também estão focados numa demanda atual, que envolve setores de embalagens, por exemplo.
Já pelo lado do comércio, janeiro já é, tradicionalmente, um mês de retração. E os impactos no setor podem ser maiores nos próximos meses, diante de novas medidas restritivas e a falta, por enquanto, de medidas protetivas ao emprego e ao consumo, como o auxílio emergencial, ações adotadas pelo governo federal em 2020.
“A falta de renda vai atingir uma parcela de comércio que são os pequenos comerciantes. Mesmo com a aprovação de um novo auxílio, os indicadores são de valores menores que os de 2020, ou seja, esse consumo voltará com uma intensidade menor”, prevê.
Eliane Navarro Rosandiski, economista do Observatório PUC-Campinas
Fernando Evans/G1
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