sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Campinas envia 13 testes de Covid-19 para sequenciamento genético após suspeita da variante brasileira


Segundo diretora do Devisa, foram selecionados casos com base em critérios como maior gravidade e reinfecção. Diretora do Devisa afirma que Campinas enviou 13 pedidos de sequenciamento genético ao Instituto Adolfo Lutz
Reprodução/Facebook
Campinas (SP) enviou ao Instituto Adolfo Lutz, da capital paulista, 13 pedidos de sequenciamento genético para identificação de possíveis casos da variante brasileira (P.1) na cidade. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben, a prefeitura aguarda a chegada dos resultados.
Von Zuben explicou, durante uma transmissão nesta segunda-feira (22), que a coleta para a análise genética segue alguns critérios, como pacientes com maior gravidade, principalmente com menos de 40 anos, além de casos de reinfecção.
“A gente está monitorando de acordo com o perfil do caso que foi enviado para sequenciamento genético no Instituto Adolfo Lutz. Então não são só casos que tiveram contato com alguém de Manaus, mas também casos com algum perfil diferente do esperado, como por exemplo algumas pessoas abaixo dos 40 anos que estão adoecendo, ou reinfecção, ou algum surto de grandes proporções”, afirmou a diretora.
O prefeito Dário Saadi (Republicanos) afirmou que as análises são demoradas e feitas exclusivamente pelo Adolfo Lutz. A diretora completou que o laboratório é referência para esse tipo de sequenciamento.
“Independente da cepa que esteja entre nós, e ela pode estar circulando, mas os cuidados são os mesmos. Na verdade os cuidados devem ser muito mais intensos. O momento é grave, precisamos tomar cuidado, as pessoas precisam entender do que estamos falando no sentido da gente diminuir a taxa de transmissão que está por volta de 1,2”, reforçou o secretário de Saúde, Lair Zambon.
“Isso é muito grave e nós temos que voltar a tomar todos aqueles cuidados qeu estão sendo falados há um ano”, completou o secretário.
Campinas adota fase vermelha entre 21h e 5h a partir desta terça
Casos podem estar mais graves
Um levantamento apresentado pelo presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, com base nos números de atendimentos do Hospital Mário Gatti entre dezembro de fevereiro, sugere que a doença está se tornando mais grave. Ele, no entanto, afirmou que não é possível concluir que isso ocorra por conta da nova variante, já que isso depende de testes e estudos.
Em dezembro foram atendidos, no gripário do Mário Gatti, 2.920 pacientes, dos quais 119 ficaram internados, uma taxa de 4%. No mês seguinte foram 3.542 atendimentos, com 123 internações (taxa de 3,5%).
Já em fevereiro, do início até o dia 21, o hospital atendeu 2.233 pacientes e internou 104 deles, o que revela taxa de 4,7%.
“Está parecendo que isso aí é o doente mais grave que está precisando de mais internação do que estava acontecendo antes. Nós fizemos a projeção, prefeito, e dá a impressão de que isso vai chegar a 6% no final do mês se continuar nessa proporção”, asseverou o presidente da rede.
“É um indício clínico de que temos que ficar atentos, porque está mudando um pouquinho o perfil de internação dos pacientes e nos preocupa o volume de internação e da gravidade dos casos em relação aos meses anteriores”, completou Bisogni.
Sergio Bisogni, presidente da Rede Mário Gatti, apresenta levantamento sobre alta na taxa de internação por Covid-19
Reprodução/Facebook
Circulação da variante
A prefeitura já confirmou, no dia 15 de fevereiro, um caso da nova variante. Trata-se de uma mulher de 72 anos que chegou em Campinas no dia 14 de janeiro, num voo direto de Manaus (AM). A idosa desembarcou com sintomas, foi levada diretamente para uma unidade de saúde e só deixou o isolamento após receber alta.
Apesar disso, o Devisa suspeita que a variante esteja em circulação na cidade. “Começamos a achar que houve sim transmissão dessa variante em Campinas, talvez não por esse pacientes, mas por outra que não tivemos conhecimento”, pontuou a diretora, no dia 17 de fevereiro.
Apesar da possibilidade de que a variante de Manaus (P.1), mais transmissível, esteja em circulação, as medidas de prevenção e combate são as mesmas: evitar aglomerações, fazer o uso de máscaras e higiene adequada.
Nova cepa
Especialistas que acompanham a evolução do novo coronavírus afirmam que a variante chamada de P.1, identificada em Manaus no começo do ano, tem potencial para infectar pessoas que já tiveram a Covid-19. Entretanto, a análise exige cautela e os pesquisadores aguardam estudos conclusivos.
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