sábado, abril 17, 2021

Cidades da região de Campinas aumentam em até 90% demanda por oxigênio hospitalar com piora da pandemia


Além de Valinhos, que chegou a emprestar cilindros de veterinária, Americana e Hortolândia estão entre as maiores cidades com alta no consumo de oxigênio indispensável para tratamento da Covid-19. Campinas e outras cidades da região registram aumento no número de pedidos de cilindros de oxigênio hospitalar
Reprodução/EPTV
A piora na pandemia do coronavírus gerou aumento na demanda por oxigênio hospitalar de até 90% em Americana (SP) em um mês. O cenário de alta no consumo se repete em outras cidades da região, como Campinas (SP) e Indaiatuba (SP). O produto é indispensável no tratamento de pacientes com Covid-19 e não há relato de desabastecimento na região.
Esta semana, Valinhos chegou a precisar pegar emprestado de clínica veterinária cilindros para reabastecimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além de ter recebido um empréstimo de cinco cilindros por parte da vizinha Vinhedo (SP).
Das 10 maiores cidades da região consultadas pelo G1 nesta terça-feira (9), sete informaram a situação atual do volume de oxigênio utilizado. Já Mogi Guaçu, Paulínia e Vinhedo não responderam. Veja a situação dos municípios abaixo.
O número de casos confirmados da doença nos 31 municípios já passa de 184 mil, e cerca de 4,5 mil pessoas morreram.
Veja atualizações nos casos e mortes por Covid-19 na região de Campinas nesta terça
Mais de 181 mil pessoas já receberam a 1ª dose da vacina; veja números por cidade
Americana
A prefeitura de Americana registrou alta de 90% no volume de oxigênio entre janeiro e fevereiro deste ano no Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi. Passou de 25.064 m³ para 47.831 m³. Já em março, foram consumidos 5.741 m³ nos primeiros quatro dias.
O município afirma que não registrou falta do produto. A multinacional de gases industriais e engenharia White Martins é a responsável pelo abastecimento de oxigênio hospitalar à Prefeitura de Americana.
“Quanto ao risco de desabastecimento, a empresa fornecedora, White Martins, possui uma usina e também uma base logística no município, e por enquanto não emitiu ao município notificação sobre a possibilidade de falta do produto”, informou a administração municipal.
Em nota, a White Martins informou ter registrado um aumento médio de 36% nas cidades que atende dentro da macrorregião de Campinas, comparando o início deste ano com o meses de junho, julho e agosto; e final de 2020. A lista de cidades atendidas, porém, não foi informada.
Campinas
A prefeitura de Campinas confirmou que o consumo de oxigênio líquido pelos pacientes subiu 42% entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021 na Rede Mário Gatti, que abrange os hospitais municipais, UPAs e o Samu, passando de 70.673 m³ a 100.659 m³.
Apesar da alta, a administração afirma que não há risco de desabastecimento. Até o momento, o maior consumo mensal de oxigênio nas unidades da rede municipal foi em julho do ano passado, com 110.177 m³.
A empresa que fornece para as unidades de saúde da rede pública da metrópole é a Air Liquide, que também tem atuação nacional no ramo de gases industriais e hospitalares. Ao G1, a companhia informou que “não divulgará números relacionados à produção e demanda pelo insumo. Além disso, a empresa não está autorizada a detalhar informações sobre os contratos com seus atuais ou futuros clientes”.
O Hospital de Clínicas da Unicamp não informou dados sobre aumento. Disse, apenas, que não há risco de desabastecimento de oxigênio na unidade.
Na rede particular, o Centro Médico de Campinas registrou aumento da demanda em 20%, mas está suprida pelo fornecedor do hospital. “Não há risco de falta de oxigênio”, observou a diretoria.
Indaiatuba
Entre as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Indaiatuba, o aumento na média mensal do consumo de oxigênio hospitalar passou de 967m³ em 2020 para 1,8 mil m³ este ano, uma diferença de 86%. A fornecedora na cidade, White Martins, informou que não haverá dificuldade em cumprir a demanda.
O Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), que possui contrato com a prefeitura para leitos SUS, confirmou aumento na demanda, mas disse que a situação ainda é estável. A unidade informou ter uma usina própria, onde produz cerca de 70% dos 8 mil m³ de oxigênio consumidos semanalmente pelo hospital.
O G1 procurou o Hospital Santa Ignês, da rede particular, mas não teve retorno.
Valinhos
A situação da falta de cilindros de oxigênio relatada essa semana pela Secretaria de Saúde de Valinhos se refere à UPA 24 horas. Houve um aumento de até 60% no consumo diário de oxigênio entre janeiro e início de março
Os dois hospitais da cidade são particulares – Santa Casa tem leitos SUS e Galileo atende convênios médicos -, e estão com 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid desde o início do ano.
A administração da Santa Casa informou que o consumo de oxigênio passou de 700m³ antes da alta de internações para 1,5 mil m³ por dia, uma diferença de 114%.
O G1 procurou o Hospital e Maternidade Galileo, da rede particular, mas não teve retorno.
Hortolândia
De acordo com a prefeitura, houve aumento do consumo de oxigênio em cerca de 30% nas internações, mas não há risco de falta do produto na rede municipal de saúde.
Mogi Mirim
De acordo com a Secretaria de Saúde de Mogi Mirim, o município não está com falta do produto. A prefeitura não forneceu mais informações.
Sumaré
Segundo a prefeitura, houve um aumento de 70% no consumo de oxigênio na UPA Macarenko, única unidade municipal com internações por coronavírus. Ainda não foram registrados problemas de abastecimento de oxigênio na unidade.
Assim como Campinas, a Air Liquide, que não divulgará números relacionados à produção e demanda pelo insumo, é a empresa responsável por fornecer os cilindros para a Prefeitura de Sumaré.
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