segunda-feira, abril 12, 2021

Com 100 pacientes à espera de leitos Covid, Campinas reestrutura atendimento na saúde; veja o que muda


Prefeitura projeta mais 50 UTIs até o final de março e Mário Gatti e Ouro Verde ficam restritos a urgência e emergência a partir de segunda-feira (15). Hospital Municipal Ouro Verde, em Campinas
Carlos Bassan
Campinas (SP) anunciou nesta quarta-feira (10) uma reestruturação no atendimento de casos de Covid-19 como tentativa de evitar o colapso do sistema de saúde, que conta com 100 pacientes à espera de leitos de UTI e enfermaria.
Além da abertura de novas estruturas nas próximas semanas, o uso do Metropolitano, hospital ocupado para enfrentamento da pandemia e a previsão de reativação do Hospital de Campanha nos Patrulheiros, a prefeitura vai priorizar os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde para casos de urgência e transferências dentro da rede, abrindo três centros de saúde exclusivos para pessoas com sintomas respiratórios a partir de segunda-feira (15).
Resumo
Campinas projeta a abertura de pelo menos mais 50 leitos de UTI Covid até o final de março, 20 deles de gestão estadual;
Saúde inicia o uso do Hospital Metropolitano, unidade particular ocupada pela prefeitura, com 12 leitos de enfermaria nesta quarta e outros 10 de UTI na quinta (11);
A partir de segunda-feira (15), os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde ficam restritos a atendimentos de urgência e emergência, e casos referenciados de Covid (transferidos de outras unidades);
Prefeitura vai abrir três centros de saúde (São Bernardo, Capivari e Costa e Silva) apenas para casos suspeitos e de pessoas com sintomas respiratórios);
Para liberar leitos de retaguarda, pacientes que dependem apenas de uso de oxigênio nasal poderão receber alta, a critério dos médicos, tanto nas redes pública e privada, e terão a estrutura respiratória montada em domicílio para continuar a recuperação; são 200 equipamentos disponíveis;
Saúde deu início ao processo de contratação de empresa para reativar o Hospital de Campanha dos Patrulheiros, onde são previstos 36 leitos de enfermaria;
Fila de pacientes
De acordo com o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicano), a cidade tem, nesta quarta, 100 pacientes à espera de leitos Covid, sendo 70 deles por UTIs e 30 por enfermaria, mas destacou que todos estão assistidos e permanecem em estruturas de retaguarda.
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“Essas pessoas estão em estruturas próximas do pronto-socorro, dentro de estrutura hospitalar, que possui respirador. Não estão desassistidas. Eles estão distribuídos nas unidades da rede Mário Gatti à espera de recolocação”, disse.
Paciente é atendido em gripário do Hospital Metropolitano
Prefeitura de Campinas
Novos leitos
Entre as medidas anunciadas para resolver a pressão na saúde, o prefeito anunciou a abertura de mais 50 leitos de UTI até o final de março, sendo 20 deles de gestão estadual, previstas no AME.
Em relação a leitos de enfermaria, 12 estão sendo ativados nesta quarta no Hospital Metropolitano, unidade privada que foi ocupada pela administração para enfrentamento da pandemia. Outro oito estão previstos até o final de semana. Nesta quinta (11), serão ativadas 10 vagas de terapia intensiva.
Além disso, Campinas prevê a abertura de outros 28 leitos de retaguarda dentro do Hospital Ouro Verde. Montada na área da fisioterapia, a estrutura funcionará como um hospital de campanha, e deve estar disponível na próxima terça-feira (16).
Já a reativação do Hospital de Campanha nos Patrulheiros, estrutura montada em tenda e que foi utilizada na primeira onda da pandemia, essa pode ser aberta entre três ou quatro semanas. Foi aberto um processo para contratação da empresa necessária para gerir o espaço. No local são previstos mais 36 leitos.
Reestruturação no atendimento
Secretário de Saúde, Lair Zambon apresentou, durante a coletiva desta quarta, ações adotadas por Campinas para otimizar o atendimento e o uso de RH (recursos humanos) no enfrentamento da pandemia.
A primeira medida e que já está em funcionamento é a disponibilização de 200 concentradores de oxigênio para liberar leitos de enfermaria. A montagem do equipamento ficará a cargo da prefeitura e poderá atender tanto pacientes da rede pública quanto privada.
“Essa solução é para pacientes cujo único motivo de permanecerem internados é o fato de ter que ficar com O2 nasal. com esse equipamento, ele pode ir pra casa continuar a recuperação. O critério para essa alta deve ser do médico responsável pelo atendimento”, informa Dário Saadi.
Hospital Mário Gatti, em Campinas
Reprodução/EPTV
Mário Gatti e Ouro Verde
Como parte da reestruturação, os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde passam, a partir de segunda-feira (15), a atender prioritariamente casos de urgência, emergência e trauma.
A prefeitura pede que pessoas com sintomas respiratórios procurem três centros de saúde que serão abertos exclusivos para esses atendimentos, e quem em quadros mais leves de outras enfermidades, busquem ajuda na rede básica.
Os dois hospitais municipais seguem recebendo pacientes com Covid de forma referenciada, ou seja, transferidos das outras unidades de saúde.
“Não estamos fechando as portas do Mário Gatti e do Ouro Verde, estamos abrindo mais três centros de saúde para ajudar a porta dos hospitais, evitando aglomeração, melhorando o atendimento. É uma medida de gestão de pessoas”, defendeu Lair Zambon.
Com isso, os centros de saúde do São Bernardo, Capivari e Costa e Silva terão as estruturas reforçadas para realizar o acolhimento de pacientes com sintomas de Covid.
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