quarta-feira, maio 5, 2021

Com chuva abaixo da média e volume do Cantareira 'pela metade', Consórcio PCJ alerta sobre abastecimento de água


Após trimestre aquém, bacias dos rios PCJ registraram 11,8% da precipitação esperada para primeiros 15 dias de abril. Sistema Cantareira está 52% da capacidade, e ideal era manter 70%. Rio Capivari, em Rafard
Tonny Machado/ Raízes FM
Chuvas abaixo da média para o primeiro trimestre de 2021 e o volume do Sistema Cantareira em 52% motivaram um alerta do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) sobre o risco para o abastecimento hídrico neste ano e em 2022.
O consórcio, que abrange 73 cidades abastecidas pelos rios das três bacias, inclusive as regiões de Campinas (SP) e Piracicaba, recomenda que municípios iniciem campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e que os reservatórios de abastecimento de bairros sejam mantidos em condições de pleno funcionamento.
Segundo os dados do consórcio, no primeiro trimestre deste ano o volume de chuva ficou 20% abaixo da média histórica nas bacias PCJ. Isso prejudicou a recuperação do Sistema Cantareira, principal fonte de água da região.
E, na primeira quinzena de abril, as cidades registraram 8 milímetros de chuva, o que representa 11,8% do esperado. Para piorar, abril é o mês que marca o início da redução no volume de chuva, o que significa mais dificuldade para recuperação dos reservatórios.
O Sistema Cantareira opera, atualmente, com 52% do volume, e o ideal seria terminar o primeiro trimestre com percentual próximo de 70%. Neste mesmo período do ano passado, o manancial operava com 63,7% do volume útil.
“Caso esse comportamento hídrológico se confirme nos próximos meses, existem grandes chances da região das Bacias PCJ passar por forte estresse hídrico já em 2021, com reflexos também para o próximo ano. O risco se torna ainda maior aos 58 municípios não atendidos pelo Sistema Cantareira e, portanto, sem uma reserva extra para suprir suas necessidades durante a estiagem que se aproxima”.
Rio Atibaia, em Campinas
Reprodução/EPTV
Para efeito de comparação, a vazão média de afluência ao Cantareira entre janeiro e março foi a segunda menor dos últimos 20 anos, atrás apenas de 2014 e 2015, “quando foi registrada a maior estiagem desde 1930”, afirmou o consórcio.
“A permanecer esse cenário, não atingiremos em 2021 os volumes mínimos necessários de armazenamento de água para garantir maior segurança hídrica ao Sistema Cantareira”.
Construção de cisternas para água de chuva
No alerta, o consórcio também estimula que as cidades façam campanhas para construções de cisternas urbanas e rurais para armazenamento de água de chuva. “Poderá vir a faltar água para o abastecimento público nos municípios e para a garantia das agriculturas irrigadas, no campo”, prevê.
Segundo o consórcio, construções de grandes reservatórios regionais também são parte das políticas públicas para evitar o desabastecimento e garantir a reserva para tempos de estiagem.
“As ações para minimizar os problemas das estiagens são complementares entre si e envolvem uma série de medidas estruturais e não estruturais associadas. A sensibilização da comunidade e a implementação de políticas públicas eficientes que garantam a resiliência dos mananciais envolve tanto o poder público quanto a ação da sociedade em geral”.
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