sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Com UTIs Covid lotadas, Valinhos usa UPA e recorre ao estado para internações em casos graves


Vinhedo e Mogi Mirim também registraram 100% de ocupação no setor de terapia intensiva destinado a pacientes com novo coronavírus. Valinhos segue com 100% de ocupação nos leitos UTI Covid-19 nas redes pública e particular
Valinhos (SP) chegou nesta quarta-feira (17) ao terceiro dia consecutivo de lotação máxima nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para moradores com Covid-19. A pressão no sistema de saúde fez com que a prefeitura recorresse ao sistema de regulação de vagas do estado. Há, ainda, o uso de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para estabilização dos pacientes até que haja estruturas disponíveis.
A pressão causada pelo recrudescimento da pandemia do novo coronavírus atinge outras cidades da região de Campinas. Em Vinhedo, a ocupação das UTIs também estava em 100% na terça-feira (16). O mesmo ocorre em Mogi Mirim. As duas cidades ainda não atualizaram o balanço desta quarta.
Já em Campinas, segundo dados de terça-feira, a taxa de ocupação era de 81,25% nos leitos de UTI exclusivos para Covid-19. Na rede pública, a metrópole do interior registrava 13 estruturas vazias.
Hospital Galileo, em Valinhos, tem leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19
Reprodução/EPTV
UPA para retaguarda
Valinhos conta com 17 leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mais 20 pela rede privada nos hospitais Santa Casa e Galileo
A pressão por leitos na cidade ocorre há dias. O último balanço divulgado pela prefeitura em que havia vagas é de sexta-feira (12), quando a ocupação no Hospital Galileo era de 90%. Nos balanços de segunda (15) e terça, a lotação já era máxima.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, caso um paciente precise de internação em UTI no momento em que não há leitos livres, o procedimento de retaguarda e estabilização é feito em uma UPA, onde há estrutura e monitoramento constante de médicos.
Outro recurso é pedir a transferência para outras cidades por meio da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) do governo estadual.
“Temos uma tratativa com o governo do estado onde todo munícipe é direcionado ou para o hospital da cidade, ou para outros hospitais da região, como de outras cidades também vêm para Valinhos. Estamos tendo leito assim que o estado libero e a Santa Casa libera. Então o plano B: nós numa UPA onde a gente dá retaguarda, onde o paciente é assistido 24 horas, nós temos condições de ficar com esse paciente até conseguir um leito em hospital”, explica a secretária de Saúde, Carina Missaglia.
A cidade também conta com uma tenda para atendimento exclusivo de pessoas com suspeita de Covid-19. Segundo a secretária, 130 pacientes dão entrada no local por dia. “São direcionadas ou para a UPA ou saem medicadas e acompanhadas pela equipe da vigilância”.
Secretária de Saúde de Valinhos, Carina Missaglia
Reprodução/EPTV
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