segunda-feira, março 1, 2021

Covid: 15% dos professores da rede estadual em Campinas seguem no ensino remoto por serem de grupos de risco


Sindicato que defende volta presencial somente após vacinação diz que a falta de 1.225 educadores na cidade pode impactar na educação; secretaria defende que toma cuidados com alunos e profissionais e que retomada visa a ‘saúde mental das crianças’. Em Campinas, professores do grupo de risco se preocupam com retorno das aulas presenciais
Apesar do retorno dos alunos às aulas presenciais na rede estadual, nesta segunda-feira (8), nem todos os professores voltaram a trabalhar nas escolas de Campinas (SP). Dos 8 mil educadores, 1.225 deixaram de comparecer por pertencerem a grupos de riscos para a Covid-19, volume que representa 15,3%, e seguem atuando no ensino remoto.
Na avaliação do Sindicato dos Professores do ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que defende a volta presencial somente após a vacinação de todos os professores, esse contingente fora das salas é preocupante e pode impactar na educação dos estudantes.
“É preocupante, porque 15% eu acho um número significativo de profissionais da educação que não vão retornar às aulas presenciais. Para nós, todos os professores e professoras poderiam continuar com a aulas e atividades remotas enquanto não tiver vacina, enquanto não tiver um retorno com segurança nas escolas”, defende Solange Pozzuto, conselheira da Apeoesp.
Questionada sobre a posição do sindicato, a Secretaria de Estado da Educação defendeu que não retornar com as aulas presenciais “seria prejudicial para a saúde mental das crianças”, e a pasta reforçou que está tomando todos os cuidados para a proteção de alunos e funcionários.
Insegurança
Com diabetes e hipertensão, doenças que a colocam no chamado “grupo de risco” para Covid, a professora Francisca Francilete da Silva está afastada das salas de aula desde março de 2020. Apesar da saudade, tanto dos alunos quanto da escola, ela defende que esse distanciamento como única forma de evitar o contágio e permanece atuando no ensino remoto.
“Não tem como dar aula, principalmente de sociologia, sem dialogar com os alunos. Falta, eu tenho, mas enfatizo que é necessário que os professores, meus colegas e companheiros sejam todos vacinados antes do retorno presencial”, conta a professora.
Situação semelhante vive Bruce Fonseca Mota, professor de matemática e que sofre de asma. Com receito das complicações que a Covid-19 possa causar, ele defende que o ensino a distância é, sim, eficaz.
“Meu receio todo é esse, como o vírus ataca as vias respiratórias, meu medo é de morrer mesmo. Então, eu acho que a única solução que eu tenho por enquanto é continuar trabalhando em segurança em casa”, diz.
Assim como uma parcela dos professores, alguns pais também demonstraram dúvidas na volta às aulas presenciais, mesmo com o esquema de rodízio, em que apenas 35% dos estudantes irão frequentar as salas nesse primeiro momento.
“Eu vim preocupado, porque a pandemia ainda está em circulação e ele é pequeno. Então eu tive que orientar bastante ele”, afirmou o pintor Cícero dos Santos.
Volta às aulas na rede estadual funciona no esquema de rodízio, ou seja, apenas 35% dos alunos frequenta a escola 
Reprodução/EPTV
Veja mais notícias da região no G1 Campinas

Ultimas Notícias

Covid: Amazonas e Mato Grosso do Sul lideram aplicações de vacina no país

Os estados do Amazonas e do Mato Grosso do Sul são os que mais vacinaram contra Covid-19 no Brasil,...

Cidades da região de Campinas iniciam semana com 531 vagas de emprego abertas; veja lista

Interessados podem se candidatar a partir desta segunda-feira (1°). Em virtude da pandemia, a recomendação é para que...

Colisão entre carros deixa um ferido em Campinas

Acidente neste domingo (28) foi no cruzamento entre vias John Boyd Dunlop e Silvio Bacheti. Batida entre carros...

Discussão sobre instalação de lixeira termina com duas mortes e feridos em Artur Nogueira

Crime ocorreu na manhã deste domingo (28), em área rural da cidade. Confusão ocorreu após discussão sobre local...

‘Discurso negacionista é desserviço para saúde pública’, diz Rosa Weber

Na decisão que deu neste sábado determinando que o Ministério da Saúde volte a custear leitos de UTI para pacientes com covid-19 nos estados...
- Advertisement -