segunda-feira, maio 17, 2021

Covid-19: AME em Campinas tem 2ª semana com funcionamento de leitos de UTI abaixo da capacidade


Unidade tem 30 leitos de UTI e enfermaria, mas registra nesta quarta-feira apenas sete pacientes assistidos. Impasse sobre limitação de medicamentos para intubação veio à tona em 13 de abril. Estrutura do AME, em Campinas
Luiz Granzotto / Prefeitura de Capinas
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Campinas (SP) está há duas semanas com funcionamento de leitos abaixo da capacidade, em virtude da limitação de medicamentos para a intubação de pacientes com Covid-19. O impasse veio à tona em 13 de abril.
Embora tenha estrutura com 25 leitos de UTI e cinco de enfermaria, a unidade mantida pelo governo do estado funcionava até a tarde desta quarta-feira (28) com seis pacientes na UTI (24%) e um na enfermaria, de acordo com dados indicados pelo Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi-SP).
Em meio à segunda onda da pandemia, o AME deixou de atender uma série de áreas especializadas na saúde para ser usado exclusivamente como um hospital de campanha para assistência de pacientes com Covid-19 na região. A estrutura foi disponibilizada em 25 de março, após reivindicações de apoio das prefeituras, e no ano passado chegou a ser usada desta forma por cinco meses.
Campinas, por exemplo, registra 11 pacientes na fila de espera por leitos de enfermaria e UTI, segundo a prefeitura. O SUS Municipal tem ocupação de 98,77%, e o Hospital da Unicamp registra 87,5%.
Desde o início da pandemia, a metrópole soma 91,9 mil casos, incluindo 2.980 mortes.
Covid-19: veja a ocupação dos leitos de UTI em Campinas
O que diz o estado?
A Secretaria de Estado da Saúde diz que está recebendo pacientes com Covid-19, tem medicamentos usados em intubação para atendê-los, caso haja a indicação médica, mas não responde se há uma previsão para retomar 100% da capacidade de atendimento no AME em Campinas.
A assessoria lembra que recebeu na semana passada 407 mil medicamentos do Ministério da Saúde, e afirma que segue cobrando providências e informando à pasta sobre a necessidade, uma vez que a demanda mensal por sedativos e neurobloqueadores é de 3,5 milhões.
“A Secretaria de Estado da Saúde está realizando a cotação de preços para a compra emergencial de mais de 9 milhões de remédios para intubação junto ao mercado nacional ou internacional. As empresas podem enviar propostas e documentos até 30 de abril”, diz trecho ao mencionar ainda que o aumento de internações, somado à requisição administrativa feita às empresas pelo Ministério da Saúde e dificuldades das empresas, prejudicam o reabastecimento e tentativas de compras diretas.
“A pasta reitera a importância de providências para que o SUS [Sistema Único de Saúde] consiga manter assistência à população”, destaca nota.
O Ministério da Saúde foi procurado pelo G1, mas não se posicionou até esta publicação.
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