segunda-feira, abril 12, 2021

Covid-19: Campinas convoca profissionais da saúde para trabalho voluntário na pandemia


Ideia da prefeitura é liberar equipes para atuar na linha de frente diante do aumento de casos e internações no município. Centro de vacinação contra a Covid-19 em Campinas (SP)
Adriano Rosa/Prefeitura de Campinas
Com o aumento de casos e internações de Covid-19, Campinas (SP) está convocando profissionais de saúde interessados em atuar de forma voluntária no enfrentamento da pandemia. A ideia é que a participação dessa força de trabalho, nos centros de vacinação ou em serviços da rede de urgência e emergência, libere equipes da prefeitura para atuar na linha de frente.
A prefeitura disponibilizou um formulário online aos interessados em participar, onde é preciso destacar a área de formação, em qual setor teria interesse em colaborar e qual a disponibilidade. Após o preenchimento, as equipes farão contato para definir como será o trabalho.
Locais onde o voluntário pode atuar
Centro de Imunização
Unidade de Atendimento a Sintomático Respiratório
Serviço da Rede de Urgência e Emergência
Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), a ideia do chamado aos profissionais de saúde ocorreu após todos terem sido vacinados na cidade. “Se não tivessem sido vacinados, jamais faria esse convite, esse chamado”, disse.
Vacinação
Um dos locais que a prefeitura espera contar com ajuda de voluntários para liberar equipes é na área da vacinação. A imunização contra a Covid-19 na cidade, inclusive, foi antecipada para idosos com mais de 73 anos, mas o número de agendamentos disponíveis se esgotou nesta sexta (12).
De acordo com Andrea Von Zuben, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), a estimativa é que Campinas tenha 8 mil moradores entre 73 e 74 anos, sendo que os foram realizados 6 mil agendamentos.
“Quando chegarem mais doses, abriremos de novo o agendamento, todas as pessoas terão oportunidade. E é importante que ninguém vá a um dos centros de vacinação sem estar agendado, só há o número de doses para os agendados”, destacou.
Andrea Von Zuben, diretora do Devisa, em coletiva online
Reprodução/Facebook
Mais leitos
Durante a coletiva desta sexta, a prefeitura destacou que com a abertura de novos leitos de UTI na próxima semana, a rede municipal vai atingir um número de estruturas de terapia intensiva exclusivas para tratamento da Covid-19 maior que o registrado no ápice da primeira onda da pandemia: 160, contra 150 em 2020.
Entre esses leitos estão 20 UTIs previstas para começar a funcionar entre segunda (15) e terça-feira (16) na rede Mário Gatti.
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Nesta sexta (12), a prefeitura ativou as 15 vagas de UTI no Hospital Metropolitano, unidade privada ocupada pela administração para o enfrentamento da pandemia. A abertura das vagas estava prevista para ocorrer na quinta (11) mas, diante da pressão e necessidade de internações de pacientes que procuraram atendimento no gripário, a medida foi postergada em um dia.
“Estão ativos (os leitos no Metrolitano). De quarta para quinta tivemos 200 atendimentos no gripário e até acomodar todo mundo, postergamos em um dia. Está sendo cumprido no dia de hoje”, disse Sérgio Bisogni, presidente da Rede Mário Gatti.
‘Próximo do limite’
Apesar de destacar o aumento da oferta de leitos na cidade, que ainda deve contar com a inclusão de vagas no AME, sob gestão estadual, a prefeitura ressaltou que Campinas está “próximo do limite” da abertura de UTIs.
“Estamos trabalhando com vários cenários, mas é claro que há um limite. Muita gente acha que é só uma cama de hospital, mas uma UTI envolve muitos profissionais, equipamentos. Por isso o caminho não é ampliar leito de UTI, o caminho é conseguir a colaboração da população para reduzir aglomerações, festas clandestinas, aí teremos resultado”, afirmou Dário.
Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben lembrou que a criação de novas vagas de UTI não significa vidas salvas. Em média, dois a cada três pacientes que são intubados morrem na cidade.
“Do que adianta ter 300, 400 leitos e deixar as pessoas morrendo? Nós temos responsabilidade com a vida. Saímos de 70 e poucos leitos para chegar a 160, isso é fruto de muito esforço. Campinas tem uma estrutura importante, mas isso tem fim. Pedimos para as pessoas não se aglomerar não para liberar leitos, mas para não se contaminarem. Quem vai para a UTI tem risco grande de morrer”, enfatizou o prefeito.
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