segunda-feira, abril 12, 2021

Covid-19: Campinas inicia toque de recolher severo e punições para reuniões familiares; veja o que muda


Restrições a serviços essenciais começam a ser aplicadas nesta quinta (18) e são válidas até 30 de março. Cidade tem 2.065 mortes desde início da pandemia e tenta reduzir circulação do vírus. Viatura da Polícia Militar faz fiscalização na primeira noite do toque de recolher em Campinas
Alexandre de Jesus/EPTV
Campinas (SP) começa a aplicar nesta quinta-feira (18) toque de recolher a partir das 20h, com restrições a serviços essenciais, e punições mais rigorosas para quem descumprir as novas regras impostas pela prefeitura com objetivo de reduzir os indicadores da Covid-19. As medidas valem até 30 de março e são mais restritivas do que as já estabelecidas pelo estado na fase emergencial.
Desde o início da pandemia a metrópole registra 75.281 infectados, incluindo 2.065 mortes. No dia anterior, a cidade tinha 100% dos leitos de UTI Covid ocupados por pacientes em hospitais públicos. A prefeitura ainda analisa a possibilidade de um lockdown. [Leia mais sobre isso abaixo]
O que muda
Serviços de alimentação (padarias, supermercados, lojas de conveniência): devem encerrar as atividades presenciais às 20h;
Serviços de drive-thru (para qualquer atividade): encerrar às 20h;
Multa de 800 UFICs (R$ 3,5 mil) para responsáveis por festas clandestinas ou reuniões familiares com mais de 10 pessoas;
Lacração imediata e multa de 800 UFICs (R$ 3,5 mil) para estabelecimentos flagrados funcionando em desacordo com as regras do município.
Condução do responsável pela organização da festa clandestina, da reunião familiar ou estabelecimento flagrado em desacordo até a delegacia de Polícia Civil, para registro de termo circunstanciado de ocorrência com base no artigo 268 do Código Penal (descumprimento de medida sanitária);
Abordagem de pessoas circulando após às 20h, educativa, com orientação para retorno ao domicílio;
Bloqueios em pontos estratégicos por ação integrada da Guarda Municipal e polícias Militar e Civil;
Uso do sistema de câmeras e leitores de placas para identificar aglomerações de veículos;
A prefeitura destacou que haverá ações de fiscalização, com bloqueios em pontos estratégicos da cidade, por meio uma força-tarefa que inclui a Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar. Denúncias de aglomerações e irregularidades podem ser feitas pelos telefones 153, 156 e 160.
A abordagem de moradores nas ruas após as 20h será, neste momento, educativa. O cidadão deverá fornecer detalhes sobre o motivo de estar nas vias naquele horário. Caso seja identificado que não se trata de uma ação motivada por serviço essencial, ele será orientado a retornar para o domicílio.
Festas, reuniões familiares e comércios irregulares
A prefeitura impõe sanções aos organizadores de festas clandestinas ou de reuniões familiares com mais de dez pessoas durante a vigência da medida, com multa de 800 UFICs (cerca de R$ 3,5 mil).
De acordo com a administração municipal, além da pena pecuniária, os responsáveis por tais aglomerações serão conduzidos à delegacia de Polícia Civil para registro de um termo circunstanciado de ocorrência com base no artigo 268 do Código Penal, sobre descumprimento de medida sanitária.
As mesmas sanções, com acréscimo de lacração imediata, estão previstas aos comércios flagrados em desacordo com as medidas restritivas. As demais regras da fase emergencial continuam válidas:
Proibição do uso de praias e parques
Proibição de qualquer aglomeração
Usar máscara em todos os ambientes, internos e externos
Atividades com restrição completa
Serviço de retirada (take-away) de todos os setores
Lojas de materiais de construção
Celebrações religiosas coletivas (recepção pode ser individual)
Atividades esportivas
Rua 13 de Maio, que concentra grande movimentação no comércio central de Campinas, ficou vazia na primeira noite do toque de recolher estadual
Alexandre de Jesus/EPTV
Teletrabalho obrigatório para atividades administrativas não essenciais
Órgãos públicos
Escritórios e qualquer atividade desde que o setor não seja essencial
Não autorizada a entrega de alimentos e produtos ao cliente no estabelecimento comercial
Permitido somente serviços de drive-thru (entre 5h e 20h) e delivery 24h para restaurantes e outros estabelecimentos comerciais
Lockdown em análise
Campinas propôs as novas medidas restritivas na terça-feira (16), horas após o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), propor que as cidades da Região Metropolitana (RMC) adotem medidas ainda mais restritivas, como um lockdown, para conter a transmissão do vírus.
Segundo o governo municipal, a maioria dos prefeitos aceitou discutir a possibilidade, mas optou por avaliar por alguns dias os efeitos da atual fase emergencial do Plano SP, os dados epidemiológicos e os índices de isolamento.
Uma nova reunião está prevista para a sexta-feira (19), com hipótese de um encontro extraordinário antes disso, destaca a assessoria da administração.
O prefeito de Campinas, Dário Saadi
Carlos Bassan / PMC
Na quarta-feira, ao ponderar sobre a hipótese de mais medidas restritivas no estado, o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, afirmou que a expectativa é de verificar os resultados mais importantes após 14 dias de aplicação da fase emergencial. Por isso, ele defendeu mais tempo e considerou que o índice de isolamento social começou a aumentar.
“Nós precisamos aguardar o resultado dessas medidas que, no nosso entendimento, já estão dando efeito. Agora, este efeito de aumento no distanciamento físico das pessoas, só vai refletir numa diminuição de casos, mortes e internações, num determinado tempo. Então nós precisamos aguardar porque, se não, a cada dia nós vamos implementar uma nova medida. Não pode ser assim”. O estado, porém, diz que apoia municípios que decidirem aplicar medidas mais restritivas na pandemia.
Doria recua e não anuncia novas medidas restritivas na fase emergencial

O governo municipal, por outro lado, diz que o prefeito estipula as medidas de acordo com dados técnicos e epidemiológicos apresentados pela Secretaria de Saúde.

“A decisão sobre o lockdown está sendo analisada em conjunto com os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas, uma vez que a administração municipal entende que um fechamento regional seria mais eficaz”, diz texto. Em outro trecho, a assessoria destaca que um dos pontos em estudo para a possibilidade de um lockdown é o transporte público, indispensável para que os profissionais que atuam em serviços essenciais possam se deslocar entre a casa e o trabalho.
Vídeos: tudo sobre sobre Campinas e região
Initial plugin text
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

Ultimas Notícias

Em 100 dias, rede municipal atende o equivalente a 11% da população de Campinas com suspeita de Covid-19

Percentual representa cerca de 133 mil pessoas que procuraram consulta médica em UBSs,...

Campinas abre agendamento da vacinação contra Covid-19 para maiores de 67 anos

Cadastro deve ser feito no site, onde será informado horário e local de aplicação. Cidade conta com cinco...

Banco de leite da Maternidade em Campinas atinge nível mais crítico da pandemia; veja como doar

Hospital tem estoque de 139 litros, volume 30,5% inferior aos 200 indicados como mínimo ideal, e reivindica doações....

Último pracinha de Campinas morre aos 101 anos: 'Legado de exemplo e dedicação à família'

Ex-combatente Justino Alfredo esteve em batalhas contra soldados nazistas na Itália durante a 2ª Guerra Mundial. Veterano enfrentava...

Em 100 dias à frente de Campinas, Dário entrega parte das ações, destaca combate à pandemia e defende lei de comissionados

Em janeiro, prefeito havia traçado plano de 72 metas, mas algumas não saíram do papel - como...
- Advertisement -