segunda-feira, abril 12, 2021

Covid-19: Campinas interna primeiros pacientes em hospital particular ocupado para tentar evitar colapso na saúde


Prefeitura começa a operar 12 leitos de enfermaria e programa abertura de 10 UTIs nesta quinta, com a transferência de pacientes da própria rede. Paciente é atendido em gripário do Hospital Metropolitano
Prefeitura de Campinas
Campinas (SP) internou nesta quarta-feira (10) os primeiros pacientes com Covid-19 no Hospital Metropolitano, unidade particular ocupada pela prefeitura para enfrentamento à Covid-19. O início de funcionamento ocorre para tentar evitar colapso na saúde.
Foram abertos 12 dos 20 leitos de enfermaria previstos – os outros oito devem ficar disponíveis até o final de semana. Já as 10 vagas de UTI recebem pacientes de outras unidades da Rede Mário Gatti nesta quinta-feira (11).
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A administração municipal decretou requisição administrativa da unidade em 2 de março, mas a medida é alvo de contestação da diretoria dela, por meio de mandado de segurança. Não há decisão.
Gestão municipal
As estruturas de UTI e enfermaria no Metropolitano fazem parte das 34 anunciadas para a cidade pelo presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni. A autarquia ficará responsável pela gestão da unidade ocupada, incluindo estrutura, contratações emergenciais e remanejamento de profissionais.
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Na segunda, a metrópole abriu 24 leitos de enfermaria para Covid-19 na UPA Anchieta Metropolitana. Há a previsão de outros 28 leitos de enfermaria no Hospital Ouro Verde, até a próxima terça-feira (16).
Mais leitos de UTI no AME
O governo do estado anunciou nesta semana que abrirá, até 31 de março, um hospital de campanha para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), onde estão previstas as instalações de 20 leitos de UTI e 10 de enfermaria.
Em 2020, o ambulatório foi usado por cinco para atendimento exclusivo de pacientes com Covid-19, o que reforçou o número de leitos na região. Em outubro, porém, ela passou a receber especialidades.
Antes do anúncio sobre hospital de campanha, o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, garantiu a abertura de 14 leitos de UTI na metrópole e adiantou que 20 estavam em estudo.
Gripário no Metropolitano
Área do Hospital Metropolitano, em Campinas
Fernanda Sunega / PMC
A prefeitura iniciou as primeiras atividades à frente do Hospital Metropolitano no dia 4 de março, com a recepção de pacientes no gripário. O serviço funcionava no ambulatório do Hospital Mário Gatti e foi transferido para a unidade com objetivo de desafogar o sistema de saúde da metrópole.
Na prática, o gripário funciona como um pronto-socorro para pacientes que apresentam sintomas de gripe, e a unidade médica já conta com sete leitos de observação e uma área farmacêutica.
“Nas últimas duas semanas, a gente começou a ter que segurar doente internado no gripário, coisa que não é usual. A gente fazia consulta e encaminhava para o Hospital Mário Gatti ou Hospital Ouro Verde, uma estrutura hospitalar. Como começou a ficar muito cheia a estrutura hospitalar, começamos a deixar doentes no gripário, que não é o ideal. Agora, no Hospital Metropolitano, tem uma boa estrutura de conforto para o paciente de segurança médica”, falou na ocasião Bisogni.
A prefeitura destaca que a demanda é espontânea. Além disso, menciona que o serviço recebe atualmente média de 120 a 140 moradores por dia, enquanto o número estava em 100 em fevereiro.
“A estrutura oferece mais recursos e conforto aos usuários e profissionais. Um grande reforço, a partir de agora, é que o espaço também contará com 12 pontos de oxigenoterapia, que substituem os antigos cilindros”, diz texto da assessoria.
Discussão judicial
A diretoria do Hospital Metropolitano trata a medida do governo municipal como “invasão” e, no dia 5, entrou com um mandado de segurança com objetivo de retomar o controle das operações.
A defesa da unidade que passou a adotar novo nome, Hospital Wakanda, alega que ela seria reaberta ao público nesta quinta, após ter sido fechada para buscar investimentos e viabilizar o funcionamento. O texto ressalta que isso ocorreu depois que o convênio com a prefeitura deixou de ser renovado.
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