quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Descubra quais são algumas das saíras mais famosas da Mata Atlântica


Pequenas, mas muito coloridas e agitadas; veja espécies exclusivas desse domínio natural. Saíra-pérola é uma das joias da Mata Atlântica
Ciro Albano/Acervo Pessoal
Monogâmicas, ameaçadas, fruto até de confusão no nome. Todas as saíras brasileiras são lindas e admiradas, mas possuem particularidades que vão além do visual. Confira detalhes de seis espécies dessa família encontradas na Mata Atlântica e exclusivas desse domínio natural.
Saíra-sete-cores esbanja tonalidades pela Mata Atlântica
Terra da Gente
Saíra-sete-cores (Tangara seledon)
Uma pequena paleta de cores. Essa é a descrição de uma das mais coloridas saíras da Mata Atlântica. A saíra-sete-cores é uma ave que revela os tons presentes na plumagem a qualquer observador atento: da cabeça turquesa, costas alaranjadas e a mistura de tons verdes e azulados pelo corpo.
Devoradora de frutas, é uma frequentadora assídua de comedouros. Em diferentes estratos da floresta e matas baixas do litoral, pode ser vista em pares ou em grupos. É nesses ambientes também que forma casais que dão origem de dois a quatro filhotes por gestação.
Saíra-militar se destaca pelo colorido da plumagem
Ananda Porto/ TG
Saíra-militar (Tangara cyanocephala)
Com uma faixa vermelha viva ao redor do pescoço, o traje da saíra-militar fica completo. A espécie, também conhecida como saíra-de-lenço por conta do detalhe da plumagem, aparece com mais frequência no litoral do Sudeste e Sul do Brasil.
Comumente são vistas se alimentando em arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira. Pomares são lugares recorrentes para avistar a espécie e, especialmente entre setembro e dezembro, a ave é vista formando os ninhos onde costuma dar origem a três filhotes.
Saíra-pérola mede entre 12 e 14 centímetros de comprimento e pesa entre 19 e 23 gramas
João Souza/Acervo Pessoal
Saíra-pérola (Tangara cyanomelas)
Joia rara da Mata Atlântica, a saíra-pérola esbanja uma tonalidade única: penas cobertas de azul e preto, num intenso aveludado. É parente próxima de outra “preciosidade”, a saíra-diamante (Tangara velia), que ocorre na Amazônia.
A saíra-pérola ocorre em florestas de baixada, na região litorânea do leste do Brasil, onde costuma ser observada se alimentando aos pares ou em pequenos grupos com bandos de outras espécies.
O ninho do cambada-de-chaves tem formato de xícara pequena e aberta
Hilton Ferreira/VC no TG
Cambada-de-chaves (Tangara brasiliensis)
14 centímetros, pouco mais de 20 gramas e um canto que se assemelha ao bater de chaves. O nome já entrega a espécie: cambada-de-chaves. Registrada apenas no litoral dos Estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a ave apresenta a tonalidade azulada com alguns pontos salpicados em preto.
Os tons ajudam a explicar teorias científicas, já que a semelhança da plumagem com a de uma espécie de mesmo gênero da Amazônia ajuda a embasar a teoria de que os dois biomas formavam um único bloco no passado.
Saíra-sapucaia está em um estado de conservação tido como “vulnerável”
Rudimar Narciso Cipriani
Saíra-sapucaia (Tangara peruviana)
O nome científico significa “Dançarino do Peru”, mas se refere a uma ave exclusiva do Brasil e que foi batizada em um momento em que se confundiu o território nacional com o do país vizinho. Eliminando as dúvidas a saíra-sapucaia traz o colorido do país pelo corpo.
Com uma dieta baseada em frutos, insetos e aranhas, a espécie avança por porções cada vez mais significativas de vegetação litorânea do sul e Sudeste. Apesar da expansão, é considerada ameaçada pela perda de habitat e o contato com ela pode ser até atribuído como raro.
Saíra-douradinha é plantadora de árvores por dispersar sementes
Fabrício Corsi Arias/Acervo Pessoal
Saíra-douradinha (Tangara cyanoventris)
A barriga é azul piscina, mas a cabeça e o dorso carregam um amarelo quase reluzente. Assim é a saíra-douradinha, uma ave abundante nas regiões montanhosas e vista com frequência, apesar dos 13,5 centímetros de comprimento e 20 gramas.
Moradora do Nordeste e do Sudeste do país, costuma viver em grupos associados com outras espécies de saíras e atuar de forma importante dispersando as sementes de ingere. Macho e fêmea possuem a mesma tonalidade da plumagem e, unidos, dão origem a 2 ninhadas por estação, com 3 ovos em cada.

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