sábado, abril 17, 2021

Estado garante mais 14 leitos de UTI em Campinas e estuda 20 para desafogar saúde na pandemia

Secretário diz que novas estruturas serão abertas até fim de março e que governo tem ‘debate interno’ sobre retomar uso do AME para atender pacientes da região diagnosticados com Covid. Secretário de Desenvolvimento Regional comenta ampliação de UTIs Covid em Campinas
O governo do estado garante até fim de março abertura de mais 14 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 em Campinas (SP), segundo projeção feita pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Ao tratar sobre a situação de quase colapso na saúde de metrópole em entrevista à EPTV na tarde desta quarta-feira (3), ele sinalizou ainda que outras 20 estruturas estão em estudo.
Os leitos garantidos para Campinas fazem parte do pacote de 339 estruturas de UTI anunciados pelo governador João Doria (PSDB), no início da tarde, para diversas regiões do estado. Durante a divulgação, ele reclassificou a região para a fase vermelha a partir deste sábado. A metrópole, por outro lado, já aplica as regras da etapa mais restritiva do Plano SP desde o período desta manhã.
“O governo do estado de São Paulo está pronto para custear mais leitos de enfermaria, de ventilação pulmonar ou de UTI na região de Campinas e na cidade de Campinas. Todo aquele novo leito que possa ser usual e pronto, instalado imediatamente, nós temos essa disposição […] Estamos colocando mais 14 leitos de UTI em Campinas e estão em estudo mais 20 leitos de UTI”, explica sem indicar, entretanto, em quais unidades devem ficar os novos leitos previstos.
Campinas registrou nesta tarde 90,16% dos leitos de UTI-Covid ocupados. Ao todo são 315 estruturas instaladas nas redes pública e particular, das quais 284 estão em uso por pacientes e 31 estão livres.
Desde o início da pandemia, a cidade contabiliza 70.759 infectados, incluindo 1.905 mortes.
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Retomada do AME
Vinholi afirma que a retomada do AME para atendimento exclusivo de pacientes da região com a Covid-19, o que ocorreu entre abril e setembro do ano passado, encontra-se em debate interno.
“A posição da Secretaria de Saúde, no primeiro momento, é que o AME possa continuar operando com seu perfil de múltiplas especialidades. Consultas, exames e procedimentos são também fundamentais para assistência hospitalar da região. Mas evidentemente que a todo momento a Secretaria de Saúde dialoga com as prefeituras e faz o exame do que é necessário. Isso está em debate interno”, explica.
Secretário de Desenvolvimento Regional explica situação do AME em Campinas
Ainda de acordo com ele, o governo do estado investiu neste ano no custeio de 50 leitos na Rede Mário Gatti, além da ampliação de 15 leitos especificamente no Hospital Ouro Verde.
Leitos no Metropolitano
Vinholi complementa que o estado recebeu do prefeito, Dário Saadi (Republicanos), uma solicitação para apoio no custeio de leitos no Hospital Metropolitano. Ainda não há definições sobre o andamento.
“Me pontuou que busca apoio do estado. Estamos prontos, se tiver leitos usuais para serem implementados, que tenham equipamentos e infraestrutura, para o estado entrar com custeio [..] Me passou de 60 a 70 leitos, mas é uma questão da própria prefeitura, uma vez que estão fazendo estudos técnicos. Uma conversa preliminar […] estado está aberto a toda possibilidade de leitos.”
Na terça-feira, o presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, também havia anunciado a instalação de 34 leitos de UTI Covid em Campinas, mas em prazo de 15 dias e já incluindo uso do Hospital Metropolitano. Neste caso, o Executivo pretende viabilizar as estruturas em contratação emergencial.
‘Estamos buscando novos leitos para Campinas’, diz secretário de Desenvolvimento Regional
Pela primeira vez desde o início da pandemia, Campinas decidiu intervir na gestão de um hospital privado para disponibilizar leitos SUS em meio ao iminente colapso na rede de saúde. Para isso, a administração decretou “requisição administrativa” para assumir a unidade, enquanto a diretoria dela considera a medida como “invasão” e diz que vai à Justiça para contestar o ato.
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