sexta-feira, abril 16, 2021

Fase vermelha em Campinas tem início nesta quarta: veja restrições e o que pode funcionar


Medidas mais restritiva do Plano SP é válida até 16 de março, e inclui a suspensão de atendimento presencial em comércios, bares e restaurantes, além da proibição de aulas presenciais nas nas redes pública e privada. Campinas (SP) amanhece nesta quarta-feira (3) sob as regras da fase vermelha
Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
Campinas (SP) inicia nesta quarta-feira (3) a fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, por conta da situação de “quase colapso” em razão do aumento de casos, internações e mortes por Covid-19. A medida válida até o dia 16 de março impõe que apenas serviços essenciais possam funcionar, além de restringir o funcionamento de comércios, bares e restaurantes por meio de delivery ou drive-thru, e proibir aulas presenciais nas redes pública e privada.
O que fica fechado com a fase vermelha:
Comércio de rua e shoppings
Bares e restaurantes (presencialmente)
Salões de beleza, cabeleireiros e similares
Academias e centros esportivos
Aulas presenciais em escolas públicas e privadas
Aulas presenciais em faculdades, com exceção dos cursos superiores da área de saúde
Parques e espaços públicos
Eventos públicos
Atividades liberadas na fase vermelha:
Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal;
Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local;
Bares, lanchonetes e restaurantes: serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive-thru). Válido também para lojas em postos de combustíveis;
Igrejas: permitido o atendimento presencial, restrito até às 20h, e com 30% da capacidade.
Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;
Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;
Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais;
Segurança: serviços de segurança pública e privada;
Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.
Pressão na saúde
O decreto de fase vermelha ocorre, segundo a prefeitura, por conta da pressão nos serviços de saúde. Na terça (2), as redes público e privada de Campinas somavam 290 leitos de UTI exclusivos para tratamento de pacientes com Covid-19, sendo que 263 estavam ocupados, uma taxa de 90,69% – o maior número de internados em seis meses.
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“Entre uma situação de quase colapso e adotar uma medida dura, de restrição, nos vamos agir. Sabemos que o poder público precisa agir, mesmo que as decisões sejam difíceis, amargas, e possam impactar numa parcela considerada da população. (…) A omissão pode nos levar a um colapso jamais visto no nosso sistema de saúde”, disse o prefeito Dário Saadi.
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Sem leitos para comprar
O aumento de internações fez com que a prefeitura adotasse uma medida para requisitar o uso do Hospital Metropolitano para abrir vagas no SUS Municipal. Segundo Dário Saadi, não há leitos para compra na rede privada.
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Segundo o Secretário de Saúde, Lair Zambon, o cenário de “pré-colapso” do sistema de saúde inclui, inclusive, os leitos de “UTI para pacientes Não-Covid”. “A fase vermelha se faz mais do que necessária. Todas as medidas que tomamos foram em vista dessa situação”, disse.
Escolas fechadas
O decreto municipal da fase vermelha determina que todas as escolas, públicas e privadas, além de faculdades deixem de realizar atividades presenciais, com exceção dos cursos superiores da área de saúde.
Secretário de Justiça, Peter Panutto explicou que o prefeito, como autoridade máxima sanitária do município, tem a “determinação legal de poder ser mais restritivo que as regras estaduais”.
Drive-thru e delivery
Por determinação da prefeitura, todas as atividades podem realizar atendimentos via delivery ou drive-thru.
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A única regra nesse sentido é para que, no caso de retirada de produtos, o comércio deve providenciar um sistema que o consumidor não tenha que descer do veículo para retirar as compras.
Transporte público
Apesar do anúncio de medidas mais restritivas, a prefeitura informou que não irá reduzir, inicialmente, a frota do transporte público.
“Vamos analisar dia a dia, e só terá redução se não for comprometer a população. Nos últimos tempos, fizemos um esforço para aumentar o número de ônibus nas linhas, então, a princípio, não haverá redução”, explicou o prefeito.
Atendimento na prefeitura
A adoção da fase vermelha afeta, inclusive, os atendimentos à população no Paço Municipal. A partir desta quarta (3), 30% dos servidores seguirão atuando presencialmente, enquanto o restante volta ao modelo de teletrabalho (home office).
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“O atendimento presencial estará restrito a situações indispensáveis, cuja presença do munícipe se faz necessário”, explicou Peter Panutto.
Fiscalização
A prefeitura fala em reforçar a fiscalização para garantir o cumprimento das regras da fase vermelha, mas o prefeito Dário Saadi, ao comentar o assunto, destacou que é necessário a colaboração da população.
“Vamos aumentar a fiscalização, mas nós precisamos da compreensão e adesão da população. A gente sabe que a população está cansada, mas não podemos brincar. A grande maioria, sem dúvida, colabora, é consciente”, disse.
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