quarta-feira, abril 14, 2021

Fila de espera por leitos Covid-19 em Campinas diminui 56% em uma semana, mas Dário faz alerta: 'não podemos comemorar'


Metrópole registra 78 pacientes à espera de leitos de UTI e enfermaria nesta terça, enquanto total era de 181 no dia 30 de março. Município e estado divergem sobre dados do AME em boletim. O prefeito de Campinas, Dário Saadi
Manoel de Brito/PMC
A fila de espera por leitos Covid-19 em Campinas (SP) diminuiu 56% em uma semana, segundo a prefeitura. Dados divulgados na tarde desta terça-feira (6) mostram que 78 moradores aguardam transferência para leitos de UTI e enfermaria, enquanto que em 30 de março o total era de 181.
Durante uma transmissão por redes sociais, a Secretaria de Saúde apresentou dados que mostram redução da circulação do vírus na metrópole, o que reflete efetividade das medidas restritivas para elevar o distanciamento social. O índice que estava estimado no dia 7 de março em 1,15 (oscilação entre 1,04 e 1,26) diminuiu gradativamente até 28 de março e foi para 0,82 (variação entre 0,65 e 1,02).
Valores maiores que 1 indicam que o número de novos casos está em expansão, e neste caso a prefeitura considera a evolução da curva para avaliar que o patamar de 1, dentro do intervalo de confiança, pode ser interpretado como “lento declínio”, em vez de uma expansão da pandemia.
“Os números dos atendimentos nas unidades básicas [pacientes com sintomas gripais] também diminuíram e isso prova que as medidas adotadas foram amargas, difíceis, mas efetivas. Nós não podemos comemorar, não podemos soltar foguetes, mas a situação está menos pressionada que há uma, duas semanas atrás”, falou o prefeito, Dário Saadi (Republicanos), durante live nesta tarde.
Em meio ao momento mais crítico da pandemia, Campinas chegou a ter 213 na fila. Veja gráfico.
A avaliação ocorreu após a prefeitura também publicar um novo boletim epidemiológico e indicar 69 novas mortes por Covid-19, recorde para uma divulgação em 24 horas, o que elevou o total para 2.526 desde o início da pandemia. Foram indicados mais 313 infectados, e soma em 83.159.
A administração, contudo, ressalta que as pessoas foram infectadas, em média, há 35 a 40 dias. “Estamos começando a equilibrar o jogo”, falou o secretário de Saúde, Lair Zambon, ao reiterar que todos os esforços preventivos devem ser mantidos por mais algum tempo para melhoria do quadro.
O secretário de Saúde em Campinas, Lair Zambon
Manoel de Brito / PMC
Como está a ocupação de leitos?
O boletim divulgado pela administração indica que há 4 leitos de UTI vagos via SUS, na rede municipal, mas lotação máxima no Hospital de Clínicas da Unicamp (HC). Na rede particular há 14 livres.
O total de internados em UTIs chega a 431, sendo que o recorde já divulgado pela prefeitura é de 434, no levantamento realizado em 26 de março. Já nas enfermarias há 497 pacientes nesta terça-feira.
Já o estado, por meio do Sistema de Monitoramento Inteligente (Simi-SP), indica que, até 14h30, o AME tinha 24 pacientes em leitos de UTI e mais cinco em enfermaria. Um leito de UTI estava disponível até que outro paciente fosse encaminhado pelo sistema de regulação de vagas (Cross).
Leitos de UTI (Covid-19)
Os leitos contabilizados pela prefeitura estão divididos da seguinte forma, em números absolutos:
SUS municipal: 160 leitos, dos quais 156 estão ocupados (97,50%). Há 4 leitos livres.
SUS estadual: 38 leitos, dos quais 38 estão ocupados (100%). Não há leito livre.
Particular: 251 leitos, dos quais 237 estão ocupados (94,42%). Há 14 leitos livres.
Divergência
Os dados do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que voltou a ser exclusivo para Covid-19 com cinco leitos de enfermaria e 25 de UTI, não fazem parte do boletim municipal desta terça-feira.
A prefeitura sustenta que o governo do estado só tem feito atualizações do censo dele, o qual ela menciona ter acesso limitado, enquanto que Secretaria de Estado da Saúde alega não ter identificado mudanças no fluxo de informações e diz que dados podem ser consultados pelos cidadãos pelo Simi.
“Até o presente momento a Secretaria do Estado só tem respondido ao censo estadual, cujo acesso a dados a Secretaria Municipal de Saúde é extremamente limitado e restrito. Nós pedimos para haver um duplo preenchimento, isso é bastante trabalhoso, é uma discussão que hoje no final da tarde eu vou voltar a ter para ver se vai ser preenchido ou se a imprensa vai ter acessar via esse sistema [Simi]. A gente tem um sistema de monitoramento, faz mais de um ano, é inclusive anterior ao do estado, ao do ministério, vinha, sim, sendo preenchido […] Houve uma determinação da Secretaria de Estado que a gente migrava para o censo do estado, houve uma determinação da própria Secretaria do Estado para preenchimento dos dois, e muitos não estão preenchendo os dois”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância em Campinas (Devisa), Andrea von Zuben. Dario completou ainda que o município não tem informações sobre as origens dos pacientes que são atendidos pelo AME.
A assessoria da Secretaria de Estado, em contrapartida, diz que está à disposição da prefeitura.
“A unidade está à disposição para prestar as informações referentes aos atendimentos realizados no local. O AME aguarda orientações da Prefeitura de Campinas quanto ao instrumento necessário para preenchimento dos dados de forma transparência, respeitando todas as prerrogativas éticas e legais, em especial a Lei Geral de Proteção de Dados [LGPD]”, diz nota da assessoria.
Estrutura do AME, em Campinas
Luiz Granzotto / Prefeitura de Capinas
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