domingo, fevereiro 28, 2021

Frente nacional de prefeitos atribui 'escassez' de vacinas ao governo federal e cobra prazos para imunização contra Covid-19


Rio de Janeiro e cidades do Mato Grosso anunciaram suspensão da imunização por falta de estoque. Entidade que representa municípios com mais de 80 mil habitantes pede reuniões com Ministério da Saúde. O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette, após reunião com o ministro Eduardo Pazuello em 14 de janeiro
Luiz Felipe Barbiéri/G1
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) atribuiu a “escassez” de vacinas em cidades brasileiras à forma como o governo federal coordena o combate à pandemia de Covid-19 e cobrou que o país tenha um cronograma com prazos para vacinação em território nacional. Em ofício divulgado nesta terça-feira (16), a entidade também pede que o Ministério da Saúde se reúna com prefeitos. Leia a nota completa ao fim da reportagem.
Um mês após o início da imunização no país, cidades do Mato Grosso começaram a suspender a aplicação até que o Ministério da Saúde libere novas doses. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), também anunciou que terá de interromper a campanha por falta do imunizante.
O cenário se repete na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), onde algumas cidades suspenderam a vacinação por falta de doses. A próxima remessa da CoronaVac deve chegar ao Rio Grande do Sul na próxima semana.
Brasil passa de 240 mil mortes por Covid-19
Metas e prazos para imunização
A FNP, que é presidida pelo ex-prefeito de Campinas (SP) Jonas Donizette (PSB), afirma que o país precisa ter metas para a vacinação de cada grupo: por faixa etária, doentes crônicos, categorias de profissionais. “Disso depende, inclusive, a retomada da economia, a geração de emprego e renda da população”, afirma a entidade.
O ofício foi enviado nesta terça-feira ao Ministério da Saúde com cópia ao ministro da Secretaria de Governo, Luiz Ramos. A entidade está em tratativas para tentar agendar uma nova reunião entre prefeitos e o Ministério da Saúde — a última ocorreu em 14 de janeiro, quando o ministro Eduardo Pazuello anunciou o início da vacinação.
“A Frente Nacional de Prefeitos solicitou, no dia 14 de janeiro, em reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais de 130 governantes das médias e grandes cidades do país, encontros para o acompanhamento das imunizações no país. Na ocasião, ficou acordado que a cada 10 dias o ministro se reuniria com a comissão de prefeitos. Desde então, passados mais de 30 dias, nenhum agendamento foi feito”, comunicou a entidade.
A FNP representa 412 municípios com mais de 80 mil habitantes. O G1 enviou e-mail para o Ministério da Saúde e para a Secretaria de Governo e aguarda posicionamento.
Nota completa da FNP
“Os sucessivos equívocos do governo federal na coordenação do enfrentamento à COVID-19, e também na condução do Plano Nacional de Imunizações, estão diretamente ligados à escassez e à falta de doses de vacinas em cidades de todo o país. Que o Brasil não soube lidar com a pandemia, não restam dúvidas, mas, prefeitas e prefeitos, que sempre solicitaram e incentivaram a organização nacional, agora exigem respostas.
É urgente que o país tenha um cronograma com prazos e metas estipulados para a vacinação de cada grupo: por faixa etária, doentes crônicos, categorias de profissionais etc. Disso depende, inclusive, a retomada da economia, a geração de emprego e renda da população.
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) solicitou, no dia 14 de janeiro, em reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais de 130 governantes das médias e grandes cidades do país, encontros para o acompanhamento das imunizações no país. Na ocasião, ficou acordado que a cada 10 dias o ministro se reuniria com a comissão de prefeitos. Desde então, passados mais de 30 dias, nenhum agendamento foi feito.”
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