quarta-feira, abril 14, 2021

Hospital Metropolitano decide entrar com ação contra a prefeitura após requisição administrativa para gerar leitos Covid


Posse da unidade foi feita pela Rede Mário Gatti após decreto municipal. Local possui falhas estruturais na rede de gás e estava sendo reformado para reabrir como Hospital Wakanda particular. Funcionários do Hospital Metropolitano são surpreendidos por requisição administrativa
O Hospital Metropolitano de Campinas (SP) decidiu entrar com uma ação judicial contra a prefeitura em resposta à requisição administrativa imposta por decreto na manhã desta terça-feira (2) que dá posse da unidade particular à Rede Mário Gatti, gestora dos hospitais municipais da metrópole. A instituição classificou o ato como invasão.
O decreto publicado pela prefeitura no Diário Oficial aponta a atual situação do enfrentamento da pandemia da Covid-19, com alta de mortes e internações, como motivação para a medida rigorosa. A requisição administrativa é adotada em casos de iminente perigo público, como uma epidemia, e inclui o uso dos bens móveis do prédio. Os leitos serão destinados ao combate do coronavírus.
No entanto, o Hospital Metropolitano – que passou a adotar novo nome, Hospital Wakanda, do grupo de mesmo nome que assumiu o passivo do Metropolitano – passava por ajustes estruturais para voltar a operar e ainda possui falhas que podem ocasionar risco de explosão. [Leia mais abaixo]
A unidade estava fechada desde novembro do ano passado quando se encerrou o atendimento de pacientes com coronavírus contratado pela Secretaria de Saúde de Campinas.
Antes disso, fechou em março por causa de dívidas trabalhistas. Funcionários da administração, limpeza e segurança foram retirados da unidade e não puderam pegar seus objetos pessoais, segundo a instituição.
“Bloquearam o hospital e não conseguimos entrar, nem mesmo para pegar o que a gente tem de pertences lá dentro. A gente estava aqui há dois meses. Há dois anos que eu trabalho aqui e chegar num ponto desses que a gente não pode nem entrar no nosso local de trabalho, é complicado.”, afirma o enfermeiro Bruno Lima.
Funcionários não puderam entrar no Hospital Metropolitano em Campinas após ato da Prefeitura
Reprodução/EPTV
Falhas estruturais
O prédio tem falhas estruturais na rede de gás e em geradores, segundo o responsável pela engenharia da nova empresa gestora afirmou à reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, no local. Os problemas precisam ser sanados sob risco até de explosão, disse o especialista.
“O hospital possui um vazamento grande na rede de oxigênio, que a gente está procurando sanar esse vazamento. Além de ele não permitir o tratamento adequado aos pacientes, principalmente de Covid, porque é uma necessidade o oxigênio para o tratamento, esse vazamento de oxigênio é passível de um risco de explosão. É por isso que o hospital não estava funcionando.”, afirma o engenheiro Rodolfo More.
Sobre os problemas, a Prefeitura de Campinas informou que toda a estrutura do prédio será vistoriada e avaliada pelos órgãos e departamentos responsáveis.
Veja o que diz o decreto da requisição administrativa
O uso do Hospital Metropolitano será para enfrentamento da pandemia do coronavírus.
Decisão considera estado emergência e calamidade pública na cidade de Campinas.
A requisição administrativa foi embasada na Constituição da República: “no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”.
A requisição inclui os bens móveis que se encontram dentro da unidade hospitalar.
Os bens serão relacionados em um laudo quando ocorrer a posse do prédio pela prefeitura.
O atendimento deve ser iniciado em caráter de urgência.
Guarda Municipal dá apoio a representantes da Prefeitura de Campinas para posse do Hospital Metropolitano
Reprodução/EPTV
Reabertura prevista para março
Na nota oficial, o Hospital Wakanda (Metropolitano) informou que a reabertura da unidade para atendimento particular estava prevista para a primeira quinzena deste mês. “Atos de vandalismo promovidos atrasam em pelo menos sete dias a reabertura.”
A direção do hospital repudiou a medida da prefeitura, disse se tratar de um “ato político” e esclareceu que o hospital “passa por um processo de revitalização e investimento, primordiais ao bom funcionamento e que atenderá, durante a pandemia, exclusivamente pacientes acometidos pela Covid-19”.
O G1 pediu um posicionamento à prefeitura sobre a requisição administrativa do prédio, mas a administração municipal informou que só vai dar mais detalhes em coletiva de imprensa à tarde, prevista para 15h desta terça-feira..
Área interna do Hospital Wakanda foi reformada para reabertura em Campinas
Reprodução/EPTV
PLAYLIST: Tire dúvidas sobre a vacinação contra Covid
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