terça-feira, abril 13, 2021

Hospital particular ocupado por Campinas inicia atividades e recebe pacientes em gripário


Serviço funcionava no Hospital Mário Gatti e foi transferido para a unidade, na tarde desta quinta. Administração definiu abertura de 30 leitos no local até dia 8, entre eles, 10 de UTI. Paciente é atendido em gripário do Hospital Metropolitano
Prefeitura de Campinas
Campinas (SP) iniciou na tarde desta quinta-feira (4) as primeiras atividades à frente do Hospital Metropolitano, unidade particular ocupada pela prefeitura para enfrentamento à Covid-19, com a recepção de pacientes no gripário. A requisição administrativa foi decretada há dois dias pelo Executivo e é alvo de contestação da unidade, por meio de mandado de segurança. Não há decisão.
O serviço funcionava no ambulatório do Hospital Mário Gatti e teve a transferência para a unidade finalizada nesta tarde. Com isso, caso algum morador vá até o ambulatório, será direcionado ao Metropolitano. Entre 15h e 17h foram contabilizados 15 pacientes na estrutura que atenderá 24 horas.
Na prática, o gripário funciona como um pronto-socorro para pacientes que apresentam sintomas de gripe, e a unidade médica já conta com sete leitos de observação e uma área farmacêutica.
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Capacidade
A prefeitura destaca que a demanda é espontânea. Além disso, menciona que o serviço recebe atualmente média de 120 a 140 moradores por dia, enquanto o número estava em 100 em fevereiro.
“A estrutura oferece mais recursos e conforto aos usuários e profissionais. Um grande reforço, a partir de agora, é que o espaço também contará com 12 pontos de oxigenoterapia, que substituem os antigos cilindros”, diz texto da assessoria.
Área do Hospital Metropolitano, em Campinas
Fernanda Sunega / PMC
Novos leitos para Covid-19
O Executivo confirmou ainda que fará abertura de 30 leitos no Hospital Metropolitano, até 8 de março, para desafogar o sistema de saúde na pandemia. Ao todo serão dez de UTI e 20 de enfermaria.
Os leitos de UTI indicados pelo Executivo fazem parte dos 34 anunciados para a cidade pelo presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni. A autarquia ficará responsável pela gestão do Metropolitano, incluindo estrutura, contratações emergenciais e remanejamento de profissionais.
Todas as estruturas previstas devem estar disponíveis até a segunda quinzena do mês. Campinas aplica regras da fase vermelha do Plano SP desde quarta para tentar reduzir indicadores da pandemia.
Quase colapso na saúde
Na quarta-feira, o governo do estado garantiu abertura de outros 14 leitos de UTI Covid na metrópole até o fim deste mês. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, outros 20 estão em análise, e Secretaria Estadual de Saúde faz um debate interno sobre a hipótese de retomar atendimentos de pacientes com a doença pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
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Campinas registra nesta quinta 90,42% dos leitos de UTI-Covid ocupados. Ao todo são 313 estruturas instaladas nas redes pública e particular, das quais 283 estão em uso por pacientes e 30 estão livres.
Desde o início da pandemia, a cidade contabiliza 70.795 infectados, incluindo 1.914 mortes.
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Custeio de mais leitos
Vinholi destacou ainda que o estado recebeu do prefeito, Dário Saadi (Republicanos), uma solicitação para apoio no custeio de leitos no Hospital Metropolitano. Ainda não há definições sobre o andamento.
“Me pontuou que busca apoio do estado. Estamos prontos, se tiver leitos usuais para serem implementados, que tenham equipamentos e infraestrutura, para o estado entrar com custeio [..] Me passou de 60 a 70 leitos, mas é uma questão da própria prefeitura, uma vez que estão fazendo estudos técnicos. Uma conversa preliminar […] estado está aberto a toda possibilidade de leitos.”
‘Estamos buscando novos leitos para Campinas’, diz secretário de Desenvolvimento Regional
Discussão judicial
A diretoria do Hospital Metropolitano trata a medida do governo municipal como “invasão” e, nesta quinta-feira, entrou com um mandado de segurança com objetivo de retomar controle das operações.
A defesa da unidade que passou a adotar novo nome, Hospital Wakanda, alega que ela seria reaberta ao público nesta quinta, após ter sido fechada para buscar investimentos e viabilizar o funcionamento. O texto ressalta que isso ocorreu depois que o convênio com a prefeitura deixou de ser renovado.
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