terça-feira, abril 13, 2021

Infecção por Covid atinge 19% dos militares de Campinas na operação em Roraima e parte é transferida para UTIs


De acordo com Ministério da Defesa, dos 98 militares que estão no Norte do Brasil na missão desde janeiro, 19 tiveram diagnóstico positivo para Covid-19, sendo que seis precisaram ser transferidos para outros estados para tratar a doença. Força Aérea em transferência de pacientes com Covid-19
Força Aérea Brasileira (FAB)/Divulgação
O efetivo do Exército de Campinas (SP) que atua na Operação Acolhida em Roraima (RR), no Norte do país, registrou 19% de militares infectados pelo coronavírus este ano até esta sexta-feira (12). Desde janeiro, 98 militares trabalham na missão focada em cuidar da imigração venezuelana na região e em ações de combate à pandemia da Covid-19.
De acordo com o Ministério da Defesa, o grupo atual integra o 10º contingente na operação, que começou em 2018. Segundo levantamento feito a pedido do G1, dos militares da metrópole campineira, 19 tiveram diagnóstico positivo, sendo que seis deles precisaram ser transferidos para outros estados para receberem tratamento hospitalar adequado em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Não houve óbitos.
“13 foram tratados no Hospital de Campanha do Exército, em Boa Vista, estrutura que faz parte da Acolhida. Outros seis militares, cujo estado de saúde recomendava o tratamento em UTI, foram evacuados para hospitais militares em São Paulo/SP, Brasília/DF e Belém/PA.”, diz a nota.
Os seis transferidos receberam alta médica e um militar seguia em tratamento no Hospital de Campanha em Boa Vista até esta sexta, com quadro de saúde estável. Os demais já se recuperaram, informou o Ministério.
Segundo a Defesa, os casos que exigem o tratamento em UTI são evacuados para hospitais militares localizados fora do estado de Roraima, para não sobrecarregar o sistema de saúde local.
“Ressaltamos que não houve identificação de variante do coronavírus nos militares de Campinas e também não houve óbitos.”, completa o texto.
Roraima já contabiliza cerca de 85 mil casos de coronavírus, sendo mais de 1,2 mil mortes confirmadas. Até início de fevereiro, cerca de 40 militares com Covid foram transferidos de RR para outros estados. Ao menos sete casos da variante brasileira já foram identificados no estado pelo Ministério da Saúde.
A Força Aérea Brasileira (FAB) atua na transferência de pacientes com Covid-19 para outros estados
FAB/Reprodução
Militares em Campinas com Covid
No início de março, o CMSE confirmou que 12% do efetivo de militares em Campinas foi infectado desde o início da pandemia. Ao todo, 309 casos foram registrados, alguns deles necessitaram de internação hospitalar. Não houve mortes.
Atualmente, 2.530 militares servem ao Exército em Campinas e muitos estão envolvidos em ações de combate à pandemia, como a desinfecção de locais púbicos e hospitais. Até o início de agosto do ano passado, o comando havia registrado 115 testes positivos na cidade. Em seis meses, 194 novos diagnósticos foram confirmados.
O número de militares infectados em Roraima não integra essa conta dos que permaneceram em Campinas.
Exército realiza desinfecção no terminal rodoviário de Campinas (SP)
Reprodução/Bom Dia Cidade
15 de janeiro a 15 de maio
Ao todo, o Comando Militar do Sudeste (CMSE) tem mais de 400 militares na Operação Acolhida. O grupo começou a atuar em 15 de janeiro e tem previsão de retorno em 15 de maio.
“O CMSE está seguindo todos os protocolos e medidas sanitárias de prevenção à Covid-19. Apesar da pandemia de Covid-19, a missão do CMSE não sofreu qualquer prejuízo, caracterizando a disponibilidade permanente das Forças Armadas.”, informou em nota.
Imigrantes venezuelanos embarcam em avião com destino a SP em 2019, antes da pandemia
Operação Acolhida/Exército Brasileiro
Medidas de proteção
O Ministério da Defesa esclareceu que os militares são orientados a cumprir uma série de medidas de proteção para evitar o contágio pelo coronavírus. “Usar máscaras de proteção; lavar às mãos e utilizar álcool gel 70%; e, sempre que possível, adotar o distanciamento de segurança de dois metros. As instalações utilizadas pelos militares são frequentemente submetidas à desinfecção.”, informou.
Uma vez identificados, os casos suspeitos são isolados em instalações apropriadas para evitar uma possível contaminação dos demais militares.
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