quarta-feira, maio 5, 2021

Irmão de Wilson Witzel é preso durante operação em Jundiaí


Douglas Renê Witzel é sargento da Polícia Militar e um dos alvos da Operação Rebote, deflagrada pelo Ministério Publico Estadual e pela Corregedoria da PM. Na casa dele foram encontrados armas e munições. Wilson e Douglas Witzel
Facebook/Reprodução
O sargento da Polícia Militar Douglas Renê Witzel, irmão do governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel, foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em Jundiaí (SP).
Ele é um dos alvos da Operação Rebote, deflagrada pelo Ministério Publico Estadual e pela Corregedoria da PM. O sargento Witzel ainda está na DIG de Jundiaí e deve ser transferido para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista, ainda nesta quinta-feira.
De acordo com o boletim de ocorrência, havia um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Militar, em desfavor de Douglas após uma investigação ter identificado o envolvimento de policiais militares em furtos de caixas eletrônicos. O superior hierárquico desses PMs era Douglas.
DIG de Jundiaí (SP)
Google Maps/Reprodução
Quando os policiais chegaram ao local da realização das buscas nesta quinta, foram atendidos pelo próprio sargento. Dentro da residência dele foi encontrado um revólver calibre 38, com a numeração raspada e municiado com seis cartuchos intactos.
Também foram localizados um simulacro de pistola, uma munição íntegra calibre 32 e dezenas de cartuchos deflagrados, de calibres 380, 38 e 40. A arma e as munições estavam em um guarda-roupas, no qual também estavam guardadas as coisas da PM a ele pertencentes.
Douglas alegou que não sabia que o revólver estava no local e que a arma seria do sogro dele, já falecido. Ele foi levado para a delegacia, juntamente com a arma, as munições, o simulacro e os demais cartuchos deflagrados, que foram apreendidos.
Na unidade policial, o sargento foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso proibido, uma vez que, apesar de ser de calibre permitido, o revólver estava com a numeração suprimida, o que torna o armamento de uso proibido.
Operação Rebote
O Ministério Público e o Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) cumpriram, nesta manhã, mandados de prisão e de busca e apreensão contra o crime organizado e o tráfico de drogas em pelo menos oito cidades de São Paulo. A força-tarefa investiga a atuação de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas.
No total, foram expedidos pela Justiça 18 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Na região de Campinas (SP), foram cumpridas ordens em Itapira (SP), Mogi-Mirim (SP), Mogi Guaçu (SP), Estiva Gerbi (SP), Valinhos (SP) e Indaiatuba (SP). Além dos municípios, a Promotoria e a Polícia Militar também fizeram diligências em Várzea Paulista (SP) e Jundiaí.
A operação recebeu o nome de Rebote por ter tido como origem a investigação de integrantes que permaneceram no crime organizado após a Operação Macuco ter sido deflagrada, em agosto do ano passado. Na ocasião, 44 pessoas foram presas, sendo 15 em flagrante. Nas duas fases, a Macuco resultou em ações contra 29 réus.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, as investigações começaram em setembro de 2020 e apontaram que a maioria dos investigados ocupava funções de liderança regional e estadual na facção e no tráfico de drogas das respectivas cidades.
Policiais aprenderam grande quantidade de dinheiro durante operação contra crime organizado
Polícia Militar/Divulgação
Já pela Corregedoria da Polícia Militar, houve expedição de dois mandados de prisão para policiais militares e 13 de busca e apreensão, na região de Jundiaí. Segundo o Gaeco, foi possível identificar o envolvimento de PMs em crimes de furtos de caixas eletrônicos.
Na região de Jundiaí, a operação apreendeu armas, drogas, cerca de R$ 60 mil em dinheiro, celulares, eletrônicos, diversos objetos e documentos que serão usados na investigação. Cinco pessoas foram presas durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão.
Agora o Ministério Público tem 30 dias para encerrar as investigações, ouvindo os suspeitos e examinando os materiais apreendidos para apresentar a denúncia à Justiça.
Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver.
Equipes também apreenderam armas, drogas, celulares e documentos
Baep e Gaeco/Divulgação
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