terça-feira, abril 13, 2021

Justiça vê 'medida necessária' e mantém ocupação de Campinas em hospital particular para enfrentar pandemia


Juiz negou pedido liminar de direção da unidade para impugnar requisição feita pela prefeitura. Administração assumiu gestão e tem nove pacientes em leitos de UTIs, e 41 em enfermaria. Movimentação de equipes médicas na chegada de pacientes com Covid-19 ao Hospital Metropolitano
Karen Fontes/Código19/Estadão Conteúdo
A Justiça decidiu manter Campinas (SP) à frente da gestão do Hospital Metropolitano durante enfrentamento à pandemia, após rejeitar um pedido liminar da unidade particular para impugnação da ocupação feita pela prefeitura, desde 2 de março, por meio de mandado de segurança. Cabe recurso.
O governo municipal assumiu a estrutura após decretar pela primeira vez na crise sanitária uma “requisição administrativa”, com objetivo de abrir leitos SUS de UTI e de enfermaria para pacientes com Covid-19 e, com isso, desafogar os atendimentos na saúde em meio ao iminente risco de colapso.
Entenda o que é ‘requisição administrativa’, medida legal usada por Campinas para assumir hospital privado
A direção da unidade, que menciona a troca de nome para Hospital Wakanda, considerou que houve uma “invasão” e, por isso, acionou o Judiciário na tentativa de invalidar o ato da administração municipal. A reivindicação, porém, foi negada na tarde desta quinta-feira (18).
“Não é possível presumir o rigor indevido da administração pública ao exercer o seu poder de intervenção e de uso da propriedade em benefício da população, medida que se mostra necessária ao enfrentamento do alarmante número de vítimas e internações de pacientes com Covid-19 na cidade”, destaca decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Wagner Roby Gidaro.
Procurada pelo G1, a assessoria do Hospital Wakanda não se manifestou até a publicação.
Uso do Hospital Metropolitano
A administração informou nesta tarde que tem nove pacientes internados em UTIs do Hospital Metropolitano, além de outros 41 em enfermaria. Além disso, destaca que espera disponibilização de recursos humanos por uma empresa contratada para que possa operar mais seis leitos de UTI.
A metrópole registrava, até 18h10, ocupação de 95,53% dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem somente uma estrutura livre por meio do Hospital de Clínicas da Unicamp, enquanto que a rede particular tem 206 dos 223 leitos em uso por pacientes.
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