terça-feira, abril 13, 2021

Manacá-da-serra: árvore tem flores que mudam de cor e possui forte apelo paisagístico


Espécie Tibouchina mutabilis é nativa da Mata Atlântica e pode ser encontrada em áreas florestadas e também urbanas. Manacá-da-serra floresce nos meses mais quentes
Ananda Porto/TG
O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) pode passar despercebido aos olhos de muita gente no dia a dia, mas quando a árvore floresce tudo muda. O colorido das flores tem dois tons. Branco e rosa se destacam em meio à área verde de floresta e até mesmo dentro das cidades.
Independente da paisagem, quando as flores estão em evidência à árvore chama atenção, parecendo um buquê natural gigante. A exuberância da florada pode ser contemplada durante o verão, geralmente entre os meses de novembro até fevereiro, podendo se estender em determinadas regiões.
O manacá-da-serra é uma espécie nativa da Mata Atlântica e pode ser encontrado nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. É conhecida também pelos nomes de flor-de-maio e flor-de-quaresma. Alguns confundem essa árvore com a quaresmeira, espécie que pertence ao mesmo gênero, porém se destaca e difere principalmente por apresentar flores mais escuras em tons variados de roxo.
Colorido das flores do manacá-da-serra se destaca na paisagem
Ananda Porto/TG
Apesar de ocorrer em regiões de floresta ombrófila densa da encosta Atlântica, hoje é comum encontrar o manacá em áreas urbanas ou em sítios, chácaras e até mesmo quintais. A beleza das flores, o porte e características como, por exemplo, da raiz não ser agressiva, tornaram a árvore de forte apelo no paisagismo.
A Tibouchina mutabilis pode medir dos 7 aos 12 metros de comprimento. É considerada uma das espécies de manacás mais comuns, ou conhecidas, porém existem outras que também pertencem ao mesmo gênero, como a Tibouchina pulchra.
Uma curiosidade dessa árvore é que assim como outras Melastomataceae, ela tem uma característica interessante: as flores mudam de cor. Na Tibouchina mutabilis as flores mudam do tom esbranquiçado ao rosado à medida que vão envelhecendo e sendo polinizadas. Pesquisas apontam por exemplo, que abelhas e outros insetos polinizadores já evitam visitar as folhas rosas, dando preferência as brancas.
Além de embelezar o ambiente a qual está inserida, a espécie é funcional, sendo utilizada também para reflorestar áreas de preservação.
Flores mudam de cor conforme envelhecem e são polinizadas
Ananda Porto/TG

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