terça-feira, abril 13, 2021

Morre idosa com Covid-19 que foi transferida de Hortolândia para passar por hemodiálise


Após aguardar transferência, Faina Maria Vicente, de 60 anos, foi levada para o Hospital Emílio Ribas, na capital. Faina Maria Vicente, de 60 anos, estava com Covid-19 e precisava de hemodiálise
Reprodução/EPTV
Morreu no domingo (7) a idosa de 60 anos Faina Maria Vicente, que foi transferida na quinta-feira (4) do Hospital Municipal Mário Covas, de Hortolândia (SP), ao Hospital Emílio Ribas, na capital, para passar por hemodiálise. Ela estava com Covid-19.
Segundo a família, Faina faleceu durante a manhã de domingo e o enterro ocorrerá na tarde desta segunda-feira (8), em Hortolândia.
Antes da transferência ao Emílio Ribas, a família da mulher chegou a recorrer à Justiça para tentar um vaga em hospital que fizesse hemodiálise, já que a idosa estava com insuficiência renal e o Mário Covas não realiza o procedimento.
A nora de Faina, Ana Costa, conta que o primeiro atendimento feito à sogra foi na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Hortolândia. À época, Faina, que era hipertensa e diabética, chegou a gravar um vídeo tranquilizando a família.
Outro caso
A situação da idosa, porém, se agravou e ela precisou ser transferida para a UTI do Hospital Mário Covas, onde ficou intubada em estado gravíssimo desde 27 de fevereiro.
Pacientes com Covid-19 que precisam de hemodiálise aguardam transferência em Hortolândia
A situação de Faina não era a única no hospital de Hortolândia. Na quinta, outro paciente, Elias Nunes, de 68 anos, também aguardava transferência (reveja no vídeo acima).
Segundo alerta a médica nefrologista do Hospital PUC-Campinas, Josiane Mendes, nos casos em que há insuficiência renal, a hemodiálise é um procedimento que não pode ser adiado. Para pacientes em estado grave, o prazo máximo de espera é de 72 horas.
“Quando os rins não estão funcionando corretamente, esse paciente tem um risco maior de morte e isso pode acontecer em poucos dias por conta de acúmulo de líquido e toxinas no organismo, que vão acabar causando vários problemas em vários órgãos, principalmente no coração, causando arritmia, parada cardíaca e óbito”, explica.
Fachada do Hospital Municipal Mário Covas, em Hortolândia
Reprodução/EPTV
Ana Costa, nora da paciente Faina Maria Vicente
Reprodução/EPTV
”É um desespero’
Assim como a família de Faina, a nora de Elias Nunes afirma que também irá contratar advogados para tentar garantir a transferência do sogro. “O médico já falou que ele precisa com urgência ser transferido para um hospital que tenha UTI, para fazer essa hemodiálise, porque se não vai vir a óbito a qualquer momento”, afirma.
“Gente, é um desespero. A gente nem dorme porque a gente pode receber a notícia. Não dorme. [A gente] não merece isso”, desabafa Thamires Silva Barreiro Nunes.
O que dizem a prefeitura e o estado?
À EPTV, afiliada da TV Globo, a prefeitura de Hortolândia destacou que, em casos como os de Faina e Elias, a responsabilidade pela transferência é do governo estadual, que gerencia as vagas por meio da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross).
Já o estado informou, em nota, que está monitorando os casos dos dois pacientes para auxiliar no processo de transferência, mas não deu um prazo para que isso aconteça. Além disso, informou que a Cross é responsável por mediar os pedidos, mas não pela criação de vagas.
“Todo pedido de transferência é priorizado conforme o grau de urgência e monitorado por profissionais da Cross, considerando locais com disponibilidade e capacidade para atender cada caso, priorizando os pacientes mais graves e urgentes e que possuam condição clínica adequada, como quadro estável e livre de infecções”, finaliza o texto.
Pacientes aguardam por hemodiálise em hospital municipal de Hortolândia
Reprodução/EPTV
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